Harvard Business Review - Brasil - Edição 9711 (2019-11)

(Antfer) #1
umavisãoclaradecomotocaro barco
nosprimeirosanos.Nãovouchamá-los
de‘mágicodeumtruquesó’,maso fa-
toé queelesenfrentamdificuldadesno
segundoato”.Mesmoseosconselheiros
começarema considerarumamudança
deliderança,elestendema hesitar.
“Adesvantagemdeumamudançade
CEOpareceenormeparao conselho”,
disseumconselheiro.Nossosdados

sugerem que os conselhos de adminis-
tração devem agir de forma decisiva:
acelere a sucessão ou proteja o CEO da
pressão externa.

ANOS 11 A 15

Os anos dourados


Geralmente, os CEOs que sobrevivem

gratificaçãoatrasada,quandorenun-
ciamvoluntariamentea ganhosde
curtoprazoparaapostarnolongo prazo.
Essesesforçosdetransformaçãotêm o
potencialderemodelara empresa, ge-
ralmentecomefeitosdelongoalcance
nomodelodenegócios.Masa pressão
porganhosdecurtoprazopodeconti-
nuaraumentando,exigindoqueCEOs e
conselheirospermaneçamalinhados à
visãoe aosprazos.Atrasosnaatividade
defusãoe aquisiçãoounociclode de-
senvolvimentodeprodutos,períodos de
integraçãomaislongosdoqueo previsto
oumetasdesinergiaperdidasaumen-
tama pressãoaindamais,diminuindo
temporariamenteo TSRe tirando o foco
doretornopotencialdeumatransforma-
çãobem-sucedida.UmCEOnosdisse:
“Éumperíododoloroso,noqualo pro-
dutoA estácomeçandoa cair,mas você
nãopodefalarsobreo produtoB que irá
sucedê-lo.Vocêsabequeháumaótima
históriaparacontar,masvocêainda não
podecontá-la”.
Paraosconselhosdeadministração,
o adventodaarmadilhadeautoconfor-
midadecolocaumaperguntacrucial:
nossoCEOé umvelocistaouumma-
ratonista?Osconselheirosdiscutem se
devemtrazeralguémnovoousecom-
prometercomumavisãodelongo pra-
zocomo titular.Nossosdadosmostram
queo desempenhogeralmenteaumenta
noanodeumeventosignificativo — uma
grandeaquisição,umainovaçãotecnoló-
gica,umatransiçãoemumciclode pro-
duto,umaexpansãogeográfica— com
retornosdeprimidosnosanosanterio-
resounosseguintes.Oconselhode ad-
ministraçãotalvezcomecea desconfi ar
queasideiasdoCEOseesgotaram. Um
conselheirodisse:“Algumaspessoas têm

NOSSAMETODOLOGIA


Analisamoso mandato
completode 747 CEOsdo
S&P 500 quedeixaram
o cargode 2004 a 2017.
O temponocargovariou
detrêsmesesa 41anos.
Primeiro,calculamos,
anualmente,o retorno
totalaoacionistadas
empresasajustadoao
mercado(adiferença
entreo TSRdaempresa
e o TSRdoS&P500)para
cadaanodemandatodo
CEO.Issoproduziusete
milobservaçõesdistintas
dedesempenho,usadas
paracriarumalinhade
basemédiaquerepresenta
o desempenhoanualdo
CEO,independentemente
domercado.Emseguida,
padronizamososdados
parafacilitara comparação.
Emvezdahabitual
comparaçãobaseada
notempo,queanalisa
o desempenhode
váriosCEOsemumano

específico,examinamos
o desempenhodoCEO
combaseemanosde
mandato.Porexemplo,
emvezdecompararo
desempenhodetodosos
CEOsem2012,analisamos
o desempenhodecada
umnoprimeiroano,no
segundoe nastrêsetapas
seguintes.Dessaforma,
nãoapenasrandomizamos
osefeitosdomercadoe
astendênciasdosetor,
mastambémconseguimos
compararCEOsque
operavamemperíodos
diferentes.
Paradescartar
explicaçõesalternativasàs
diferençasdedesempenho
observadas,examinamos
dadosorganizacionaise
individuaisquepodemter
tidoefeitoconsiderável,
comoa décadade
iníciodoCEO,o setor,
o CEOanterioroua
experiênciadoconselho

deadministração,a idade
nadatadeinício,gênero,
statusdefundadorou
IPOs,mudançasnareceita
ounarenda,dispêndios
decapital,capitalização
demercadoe eventos
extraordinárioscomoa
crisefinanceiraglobal.
Incluímosessesfatores
emmodelosestatísticos
multiníveisparadescobrir
comoasvariáveis
afetavamo desempenho
e paraverificarsenossos
resultadossemantinham.
Apósanalisaros
dados,realizamos 41
entrevistascomCEOs
dealtodesempenhode
nossoconjuntodedados
e comconselheirosque
observaramessesCEOs
paraentendercomolíderes
e conselhospensame
falamsobredesempenho,
mandatoe osmomentos
críticose marcosda
carreiradoCEO.

Foco


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