Harvard Business Review - Brasil - Edição 9711 (2019-11)

(Antfer) #1

A verdade sobre o mandato do cEo


AdiignAtius
Editor-chefe

Adi Ignatius com a editora associada
Emma Waldman


Sasha
Patkin

OslíderesemnOssalistadeCeOs
com os melhores desempenhos em
todo o mundo em 2019 apresentam uma
longevidade extraordinária, ocupando seus
cargos, em média, há 15 anos, mais do que
o dobro da média de um CEO do S&P 500.
Eles prosperaram graças a um desempenho
melhor do que o de seus colegas tanto
do ponto de vista financeiro quanto em
relação a medidas ambientais, sociais e
governamentais, cada vez mais importantes
(ainda que, uma vez mais, exista uma decep-
cionante escassez de mulheres na lista
— resultado da escassez de mulheres no
comando de empresas públicas).
Claro que nenhum CEO — nem os
mais bem colocados em nosso ranking
— consegue se sobressair em todos os
quesitos sempre. Essa realidade faz com
que se dê atenção a uma questão com a
qual conselhos e investidores precisam
lidar: Como saber se um trimestre ruim é
um apenas um momento passageiro ou o
início de uma tendência que perdurará?
De modo ainda mais específico, como saber
se é a hora certa de um CEO deixar seu
cargo? A sabedoria popular, ao menos entre
conselheiros, afirma que o desempenho no
mais alto cargo da empresa atinge o efeito
platô somente depois de nove anos.
Para descobrir se isso é verdade, James
Citrin, Claudius Hildebrand, e Robert
Stark da Spencer Stuart acompanharam
o desempenho financeiro, ano a ano,
de praticamente 750 CEOs do S&P 500

e identificaram um padrão evidente
tanto de ventos que sopram a favor
como dos que sopram contra ao longo do
mandato desses CEOs. Com base nessas
descobertas, eles defendem que “algumas
empresas rompem os laços com um CEO
competente muito cedo, após uma queda
de desempenho previsível e muitas vezes
temporária, ao passo que outras toleram
alguém que apresenta um desempenho
medíocre por muito tempo”. Como eles
observam em “O ciclo de vida do CEO”
(página 32), alguns CEOs atingem seus
melhores anos de criação de valor depois
da primeira década no cargo — e esse é
claramente o caso de muitos executivos
presentes em nosso ranking.
Evidentemente, não há uma maneira de
prever com certeza se alguém irá se tornar
um desses líderes extraordinários, mas
compreender o contexto mais amplo pode
evitar que os conselhos reajam de maneira
excessiva (tanto para um lado quanto para
outro) em momentos de estresse.
Se perguntando quem ficou com
o primeiro lugar? Vá até a página 26
e descubra.

Harvard Business Review

Carta ao leitor


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