Harvard Business Review - Brasil - Edição 9711 (2019-11)

(Antfer) #1
Harvard Business Review

desvende o mistério


da colaboração


sustentável
Francesca Gino | pág. 46


Apesar das organizações se
esforçarem para melhorar a
colaboração, elas a abordam de
forma muito restrita: como um
valor a ser cultivado — não como
uma habilidade a ser ensinada. Por
isso elas criam escritórios abertos,
promovem a colaboração como
uma meta corporativa e tentam
influenciar os funcionários por
meio de outros meios superficiais
que não resultam em progresso.
As empresas que se destacam
pela excelência da colaboração,
por outro lado, percebem que ela
envolve instilar a mentalidade
correta: total respeito pela
contribuição dos colegas,
disposição para experimentar as
ideias dos outros e sensibilidade
para perceber como as ações dos
demais podem afetar os membros
da equipe e os resultados.
Além disso, essas empresas
estabeleceram programas
para ajudar os funcionários a
desenvolver essas atitudes.
Em sua pesquisa, Gino,
professora da HBS, identificou seis
tipos de técnica de treinamento
utilizados por esses programas.
Eles ensinam as pessoas a (1)
ouvir, em vez de falar, (2) agir com
empatia, (3) estar disposto a dar
e receber feedback, (4) liderar
e seguir, (5) falar com clareza e
evitar abstrações e (6) promover
interaçõesemqueosdoislados
saem ganhado.
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GESTÃO DE PESSOAS


Artigos


como entender o


esquivo consumidor
verde
Katherine White, David J.
Hardisty e Rishad Habib | pág. 56
Aparentemente, nunca houve
melhor momento para lançar pro-
dutos e serviços sustentáveis. Os
consumidores, especialmente os
millennials, dizem cada vez mais
que querem marcas com propósito
que abracem a sustentabilidade.
De fato, notícias recentes reve-
laram que certas categorias de
produtos com declarações de
sustentabilidade obtiveram o
dobro do crescimento de suas
congêneres tradicionais. No
entanto, um paradoxo frustrante
permanece no coração do negócio
verde: poucos consumidores
que relatam atitudes positivas
em relação a produtos e serviços
ecologicamente corretos compram
os produtos que defendem. Em
pesquisa recente, 65% disseram
que querem comprar marcas
voltadas para propósitos que
defendem a sustentabilidade, mas
apenas 26% realmente o fazem.
Estreitar essa “lacuna entre
intenção e ação” é importante não
apenas para atingir as metas de
sustentabilidade corporativa, mas
também para o planeta. A Unilever
estima que quase 70% de sua pega-
da de gás de efeito estufa depende
de quais produtos os clientes esco-
lhem e se os usam e descartam de
forma sustentável — por exemplo,
conservando água e energia na
lavagem oureciclandorecipientes
adequadamentedepoisdeusar.
hbrreprint R1911D–P

CLIENTES

Aprenda a trabalhar


com máquinas
inteligentes
Matt Beane | pág. 66
A introdução da IA e de robótica
está comprometendo as técnicas
tradicionais de treinamento, como
a mentoria e o treinamento no local
de trabalho. É preciso aprender a
aliar o novo ao antigo.
São 6h30, e Kristen leva seu
paciente com câncer de próstata
para o centro cirúrgico numa
cadeira de rodas. Ela é residente
sênior e cirurgiã em treinamento.
Hoje espera que possa fazer, ela
mesma, algumas das delicadas
dissecações relativas ao
procedimento de preservação de
nervos. O médico responsável
está ao seu lado enquanto Kristen
lidera a equipe sob sua orientação
vigilante. O trabalho corre bem, o
responsável se afasta, e Kristen
fecha o paciente às 8h15. Um
residente júnior observa por cima
do seu ombro. Ela o deixa finalizar
a sutura. Ela está radiante: o
paciente ficará bem e ela é uma
cirurgiã melhor do que era às 6h30.
Seis meses depois. Novamente,
às 6h30 da manhã, Kristen leva
outro paciente para a sala de
cirurgia na cadeira de rodas, mas
desta vez para a cirurgia robótica
de próstata. O responsável lidera
a instalação de um robô de mil
quilos, prendendo cada um dos
quatro braços ao paciente. Ele e
Kristen assumem cada um sua
posição emumconsoledecontrole
a 4,5 metrosdedistância.
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TECNOLOGIA

A jornada da


inovação aberta
e cinco mitos a

serem superados
Fabio B. Josgrilberg e
Luciana Hashiba | pág. 76
Em relatório divulgado neste ano de
2019, o Boston Consulting Group
(BCG) revela que as empresas tidas
como extremamente inovadoras
utilizam cada vez mais inputs
externos para o desenvolvimento
de seus serviços e produtos.
Segundo o relatório, entre 2015 e
2018 a interação dessas empresas
e incubadoras aumentou 16%; já
com a área acadêmica o aumento
foi de 21%; com outras empresas,
de 18%. Estamos falando de
grandes empresas inovadoras,
como Alphabet, Amazon, Apple,
Microsoft, Samsung, as cinco
primeiras colocadas do ranking
da pesquisa.
Embora o avanço da inovação
aberta seja marcante no relatório
do BCG, vale notar que, no Brasil, o
tema ainda merece maior atenção.
Uma análise recente publicada por
Henry Chesbrough — que inicial-
mente desenvolveu o conceito de
inovação aberta —, Marcel Bogers
e Ana Burcharth avalia que o
ecossistema brasileiro está ficando
para trás em relação ao países
desenvolvidos e busca apon-
tar possíveis desafios a serem
superados no país. A rigor, em
nossa avaliação, falta um mapea-
mento mais aprofundado e atuali-
zado paramelhorclarezadamaturi-
dade do ecossistemabrasileiro.
hbrreprint R1911F–P

INOVAçÃO
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