IMPACTO - 19-06-2020

(IMPACTO) #1

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REGIÃO 19 DE JUNHO DE 2020


O que esperar


do futuro?


EDITORIAL


Com pouco mais de 21 mil
habitantes, Lucélia completa 76
anos na próxima quarta-feira (24).
Apesar do momento não ser de
comemorações, devido a pande-
mia do novo coronavírus, traz
ponderações sobre o futuro, sobre
qual cidade que os lucelienses
almejam.
Conhecida como ‘Cidade
Amizade’, o município acolhe-
dor da Nova Alta Paulista já foi
sinônimo também de evolução e
desenvolvimento. Muitas cidades
foram desmembradas de Lucélia,
que era referência em comércio
e prestação de serviços para a
microrregião.
Passados os anos, a cidade dei-
xou o progresso de lado, ficando a
margem de outros municípios que
começaram a se desenvolver ao
seu redor. Os problemas estrutu-
rais e sociais avançaram, e hoje a
população luta para retomada dos
tempos áureos de Lucélia.
Por isso, neste momento de
reflexões – pelo aniversário da
cidade e as mudanças ocasiona-
das pelo novo coronavírus –, é
necessário pensar, ou repensar, os
próximos anos. O que esperar do
futuro de Lucélia?
As avaliações iniciadas agora
devem se prolongar até o fim
do ano, quando possivelmente
acontecerá as eleições municipais.
Época em que a cidade estará em
debate, sobre os problemas e solu-
ções, o que é certo ou errado!
Reafirmando seu compro-
misso com a cidade, que acolhe
o IMPACTO há anos, trazemos
nesta edição entrevistas com o
prefeito Carlos Junior e os seus
possíveis concorrentes no pleito
de 2020. É tempo de ler, escutar e
analisar as propostas para mais
quatro anos de Lucélia, base para
que os próximos 76 vindouros
sejam diferentes.
O passado não deve apenas ser
marcado pelos escândalos de cor-
rupção e falhas administrativas,
mas lembrados apenas para não
ser repetidos. E também, pela rica
história construída com acolhi-
mento de imigrantes e migrantes,
que encontraram no solo desta
cidade a estabilidade para cons-
trução de suas trajetórias.
E essa estabilidade é que os
lucelienses esperam também na
política. O coronavírus traz a tona
que é momento de mudanças, e
isso engloba os políticos que de-
vem deixar os interesses particu-
lares de lado e a falta de ação para
um trabalho efetivo em prol da
comunidade.
Desejamos um futuro de boas
histórias para essa querida cida-
de, que encontrará nas páginas no
IMPACTO o apoio para constru-
ção deste novo futuro!


EDMILSON DE
CASTRO E SOUSA

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REFLEXOS DA PANDEMIA NA VIDA ESCOLAR - No último sábado, dia 13, aniversário de Adamantina, a escola Prof. Eurico
Leite de Moraes, no Jardim Adamantina, lançou a música ‘Vamos construir juntos um novo normal’ com a participação da
comunidade local, Poder Judiciário e Ministério Público.
A canção foi composta pelo músico e professor Agnaldo Pontes, ‘GNA’, com a participação do professor Ricardo Mendes
Antônio, diretor da unidade escolar.
A música traz a nova realidade vivenciada desde o início da pandemia, em março, e como a comunidade escolar lida com os
padrões estabelecidos pela Covid-19. Assista no Facebook: Milton Ura (quem produziu o clipe da ação de sensibilização).

Ele nasceu em 15 de maio de
1904, em Livramento do Brumado,
na linda e mística Bahia. Aos 14
anos, como era de praxe na época,
deixou a casa dos pais e vagueou
pelas regiões de Marília, Valpara-
íso, Araçatuba até chegar ao Mato
Grosso – na época um só, pelas
bandas de Rochedo, Corguinho,
Bainópolis, Galo Cru, etc., onde
se enveredou pela aventura do ga-
rimpo. Já havia conhecido sua elei-
ta, casado e pai de quatro filhos,
um dos quais devolveu ao Senhor
em 31 de agosto de 1.983.
Terminada a aventura do ga-
rimpo e após a passagem pelo co-
mércio (armazém de secos e mo-
lhados), mudou-se para Campo

Grande (montou uma tinturaria)
e, posteriormente, com uma breve
passagem por Quintana, aportou
em Adamantina aos 18 de agosto
de 1.946, indo morar próximo a
Serraria do Cescon, em uma chá-
cara que ali existia.
No terceiro dia que lá morava,
uma vaca entrou dentro da casa e
foi aquele sufoco. Mais algum tem-
po e uma bala perdida foi se alojar
na parte superior da cama onde
dormiam seus dois filhos mais ve-
lhos.
Em Adamantina, cidade aben-
çoada, nasceram mais cinco filhos,
dos quais dois faleceram com 45
dias de vida, segundo a crendice
popular porque os pronomes não

se iniciavam pela letra ‘E’.
Em 12 de maio de 1.973 sua
companheira partiu para a mora-
da eterna. Casou-se pela segun-
da vez e no dia que completou 72
anos – 15 de maio de 1976 foi pai de
outro menino. Já tinha outra filha,
por adoção, do primeiro casamen-
to da sua segunda esposa.
Em 21 de junho de 1.993, uma
segunda-feira, às 12h40, o Senhor
o chamou. Foi sereno, tranquilo,
na certeza do dever cumprido e
com o respeito, pranto e saudade
de seus filhos, genros, noras, ne-
tos, bisnetos e esposa. Sepultado
com a bandeira do seu querido
Sport Clube Corinthians Paulista.
Até um dia ‘Seo’ Saturnino.

Crônica


da saudade


Circulação
Adamantina – Lucélia – Osvaldo Cruz –
Parapuã – Rinópolis – Salmourão – Sagres


  • Inúbia Paulista – Pracinha – Mariápolis

    • Flórida Paulista – Pacaembu –
      Irapuru – Flora Rica
      Tiragem: 4 mil exemplares




Foto da Semana


‘Meu pai’ – 27 anos sem o ‘seo’ Saturnino

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