PCGuia264-Janeiro-2018-opt

(NONE2021) #1

8 / PCGUIA


Transportes


públicos


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ALEXANDRE SILVEIRA
apontaeamola@gmail.com

TIDAL PODE SÓ TER DINHEIRO


PARA SOBREVIVER MAIS SEIS MESES


n Segundo avança o jornal norueguês Dagens Næringsliv, o serviço
de streaming criado por Jay-Z pode só ter liquidez para mais seis
meses de operação. Lançado em 2014, o serviço foi originalmente
criado pela empresa sueca Aspiro, que acabou por ser comparada
pela Project Panther, empresa de Jay-Z.
De acordo com o jornal norueguês, em 2016, o Tidal perdeu cerca
de 44 milhões de dólares. Mesmo com a aquisição de um terço da
empresa por parte da Sprint, num negócio que movimentou duzentos
milhões de dólares, o serviço só terá capital suficiente para mais
alguns meses. A última vez que Jay-Z revelou o número
de utilizadores, no início de 2016, este era de 1,2 milhões. Desde
então, não têm sido revelados mais dados. Comparando com os
serviços rivais, o Tidal tem números modestos: o Spotify anunciou
a marca dos sessenta milhões de subscritores em Julho; já o Apple
Music conta com trinta milhões de assinantes.

O


que leva uma empresa do ramo automóvel que disputa
a liderança do segmento Premium a apostar num
serviço de partilha de carros? Tudo. A BMW decidiu
recentemente investir com a Sixt na DriveNow, que
é um serviço de partilha de carros que também inclui Minis
e viaturas eléctricas e que recentemente chegou a Lisboa.

À primeira vista, pode parecer estranho que uma empresa
que valoriza a exclusividade entre num negócio como este,
que democratiza a utilização do automóvel e o coloca
à disposição de quase todos. Na minha opinião, a BMW
tem uma visão do que será o transporte pessoal do futuro
e este movimento é um passo nessa direcção.

Hoje em dia, o conceito de “tudo como um serviço”
já é uma realidade e terá cada vez mais presença nas
nossas vidas. Não compramos música mas pagamos para
a ouvir, não compramos filmes nem séries mas estamos
dispostos a pagar para os ver, compramos serviços
de aluguer de casas através do Airbnb, serviços de
transporte via Uber ou Cabify, etc, etc.

No futuro, provavelmente estaremos mais disponíveis
para pagar por um serviço de transporte pessoal que para
comprar um carro. Se juntarmos a esta tendência
a democratização da condução autónoma e a partilha
dos veículos de transporte, penso que muito em breve
a nossa experiência de deslocação será muito diferente na
actual.

Por um lado, deixaremos de escolher um carro em função
do seu tipo de utilização, como um SUV, um utilitário ou
um familiar: iremos escolher o tipo de viagem e o carro
será seleccionado em função das nossas necessidades.
Se queremos deslocar-nos na cidade, iremos viajar num
utilitário, se queremos ir de férias, provavelmente num
familiar. E se queremos uma viagem económica, iremos
partilhar o meio de transporte com outras pessoas que
procuram o mesmo.

Esta mudança não se fará do dia para a noite e muitas
outras coisas irão mudar entretanto: novos tipos de
transportes irão surgir e veículos diferentes dos actuais.
Mas esta visão irá tornar-se certamente tornar-se realidade
e o objectivo da BMW é que o veículo em que viajemos
seja de uma das suas marcas.

Ficará em Pequim, na China, e é mais uma das apostas da Google
na área de inteligência artificial (IA). A Google confirmou a abertura
deste laboratório de pesquisa através de um comunicado, pondo
fim às especulações, que começaram quando a Google começou à
procura de talentos de IA na China. O Google enquanto motor de
busca continua bloqueado na China, mas a verdade é que a equipa da
Google na China continua a trabalhar para serviços internacionais.
A equipa que vai desenvolver projectos de IA para a Google, cujas
potencialidades podem ser aplicadas em tradução ou nas respostas
automáticas do Gmail, por exemplo, vai trabalhar com as equipas de
Nova Iorque, Toronto, Londres ou Zurique. O laboratório na China já
fez contratações de talento e tem mais de vinte vagas abertas.

GOOGLE VAI INAUGURAR LABORATÓRIO


DE PESQUISA PARA IA NA CHINA

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