PCGuia271-Agosto-2018-opt

(NONE2021) #1
4 / PCGUIA

COLUNA MADE


IN PORTUGAL


A FAVOR DA NANOTECNOLOGIA,
MARCHAR, MARCHAR
l Não de deve ir contra a inovação e a ciência.
Muito menos quando há pioneirismo metido
pelo meio. E este é mesmo o caso de um
novo projecto ibérico pioneiro que tem como
objectivo dar acesso às empresas portuguesas
à inovação científica e tecnológica. Chama-se
nanoGateway e foi lançado pelo Laboratório
Ibérico Internacional de Nanotecnologia
(INL), em Braga. «Na prática, trata-se de
uma plataforma que pretende ser o ponto
de encontro entre as empresas, e as suas
necessidades específicas, e os especialistas,
nacionais ou internacionais, com trabalho
desenvolvido nessa área. Um projecto ciência
chave-na-mão», explica Sonia Pazos da equipa
do INL. Os responsáveis acreditam que Portugal
e Espanha estão na «vanguarda global da
investigação em nanotecnologia» e por isso
decidiram criar este hub de inovação.
A nanotecnologia é uma «ciência capaz
de dar resposta aos mais diversos desafios,
desde a otimização da produção agrícola,
através do uso de nanosensores que
monitorizam as condições atmosféricas a
que as plantações estão sujeitas», lembra
Sonia Pazos. A produtora de vinhos Sogrape
(que reúne várias marcas em Portugal) já
é uma das empresas que tem usado esta
valência do Laboratório Ibérico Internacional
de Nanotecnologia. Mas há mais exemplos: a
Porcelanas da Costa Verde tem trabalhado
com o INL para a «criação de loiça mais
resistente para a indústria hoteleira, através
da aplicação de uma rede de nanopartículas»,
revela a responsável. No roadmap do projecto
nanoGateway está ainda o desenvolvimento
de alimentos personalizados para pacientes
com diabetes ou doenças cognitivas (como o
Alzheimer), o que mostra que a nanotecnologia
por ser uma grande mais-valia para diversos
sectores da sociedade, como acredita Sonia
Pazos: «Em síntese, a nanotecnologia permite
a reorganização de átomos e moléculas em
contexto laboratorial de forma a conferir
diferentes propriedades aos materiais, como
maior resistência, impermeabilidade, maior
condutividade, capacidade de armazenamento
de informação, criando múltiplas oportunidades
de aplicações para diferentes sectores». E como
o nanoGteway (nanogateway.eu) é um projecto
que «não exclui desafios» podem candidatar-se
entidades públicas e privadas das oito regiões
transfronteiriças, entre Portugal e Espanha:
Norte, Centro, Algarve, Alentejo, Andaluzia,
Castela e Leão, Extremadura e Galiza. Entre
as prioridades já identificadas nestas regiões
estão os desafios da «saúde e alimentação,
crescimento inteligente, indústria 4.0, economia
circular e sustentabilidade ambiental», conclui
Sonia Pazos.

Q


uase um mês depois (6 de
Junho) de a Vodafone ter feito
uma demonstração numa rede
comercial e num espectro cedido
pela Anacom, a Altice a demonstrou
as capacidades do 5G. Foi o que
garantiu a direcção de comunicação
da Vodafone, depois de ter sido
confrontada pela PCGuia com o facto
de a Altice dizer que tinha sido a
primeira operadora a fazer testes 5G
em ambiente de rede comercial.
«Os nossos testes foram realizados,
não em ambiente de laboratório, mas
sim na rede da Vodafone, utilizando
espectro 5G disponibilizado pela
Anacom, disse a Vodafone e-mail
enviado para a PCGuia.
Contactada para confirmar este
dado, Ilda Matos, responsável de
comunicação, da Anacom confirmou
que o regulador cedeu o espectro
à Vodafone para que o teste numa
rede comercial 5G tenha sido feito
no período indicado pela marca.

ROUTER HUAWEI PRONTO PARA VENDA

Os testes da Altice usaram como base,
além de um router Huawei preparado

para o 5G, uma antena Massive
MIMO (composta por 64 receptores e
emissores), com potência suficiente
para emitir este novo sinal.
Aqui está uma das diferenças para o
teste conduzido pela Vodafone a 6 de
Junho: enquanto o router da Huawei
está na sua forma final (num conceito
denominado ‘pré-comercial’), o
equipamento usado pela Vodafone
(da sua parceira Ericsson) ainda está
numa fase muito inicial, não estando
pronto para o mercado.

5G AINDA DEVE DEMORAR
CINCO ANOS
A demo foi feita na banda dos 3,
GHz e teve dois momentos: um em
que foi feito streaming em tempo real
de uma emissão em 4K e outro que
mostrou um medidor de velocidade
para comprovar a promessa da
Altice – chegar aos 1,5Gbps, o que
efectivamente aconteceu (o valor
foi mesmo ultrapassado, chegando
aos 1,6). Sobre a disponibilização
do 5G em massa, isto é uma coisa
com só deve ser realidade por
volta de 2022 ou 25.

Depois de a Anacom ter anunciado que vai libertar
a frequência dos 700 MHz para a quinta geração (5G)
das comunicações móveis, a Altice conduziu aquele
que é o segundo teste em Portugal com esta
tecnologia, num ambiente de rede comercial.

Depois da Vodafone,


é a Altice a testar o 5G


em Portugal num espectro


cedido pela Anacom


POR RICARDO DURAND

POR RICARDO DURAND
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