PCGuia275-Dezembro-2018-opt

(NONE2021) #1

10 / PCGUIA


Conceito Humanoide


ANDRÉ GONÇALVES


concept@humanoid.net

GOOGLE LANÇA CENTRO


DE SEGURANÇA EM PORTUGAL


n O Centro de Segurança da Google já está disponível em Portugal.
Através deste serviço, os pais poderão «encontrar informação sobre
como utilizar ferramentas como o Family Link e o YouTube Kids para
definirem regras de utilização digital para a família, obterem dicas
de como falar com filhos e adolescentes, definirem limites e como
estarem seguros online», explica a empresa. É possível também
encontrar ligações e conselhos sobre tópicos como cyberbullying.
Em Portugal, conta com o envolvimento de várias organizações,
entre elas, Deco Proteste, EU Kids Online, SOS criança, Miúdos
Seguros na NET e Internet Segura.
Também é mais fácil a cada utilizador tomar decisões sobre
a sua informação directamente em cada produto Google que usa
diariamente, a começar pela pesquisa. Sem sair da pesquisa Google,
o utilizador pode agora ver e apagar a sua actividade recente na
pesquisa e saber mais sobre como o serviço utiliza a sua informação.
Sempre que um utilizador usa produtos Google, gera dados sobre
a sua actividade. No próximo ano, esta funcionalidade será
alargada ao Google Maps e a outros serviços e produtos.

FIREFOX MONITOR VAI AVISAR


SE OS SITES FORAM HACKEADOS


Os dados são para sempre


O


facto de termos o privilégio de fazer parte da
última geração que nasceu num mundo onde os
registos eram totalmente analógicos, deu-nos
uma perceção de quanto isso afecta a forma de captar,
armazenar, partilhar, consumir e destruir todo o tipo de
dados que fazem parte das nossas vidas. Ao contrário dos
conteúdos nativamente digitais, todo o tipo de registo
analógico sofre obrigatoriamente perdas pela cópia e/ou
armazenamento, algo que afecta profundamente a forma
como vivemos esses mesmos registos.
Vamos tomar por exemplo os álbuns de fotografias de
família; verdadeiras relíquias insubstituíveis e únicas em
forma de imagens dos vários momentos emblemáticos
de uma determinada família. Com a digitalização dessa
realidade perdemos um objeto físico, mas ganhamos uma
acessibilidade inimaginável até agora.
Podemos ver as fotos em qualquer local, no PC, na TV,
no smartphone... guardá-las localmente nos nossos
dispositivos ou copiá-las para armazenamentos externos
(DVD, NAS, discos externos e até em servidores na
Internet). Podemos inclusivamente reproduzir a nossa
informação digital nos mesmos objetos que serviam
os formatos analógicos do passado (no caso do nosso
exemplo, imprimindo as fotos de família num álbum).
Ganhámos também a capacidade de reprodução quase
instantânea, automática e sem perdas de qualidade.
Fazendo com que a segurança da existência dos nossos
dados esteja só dependente do nosso empenho no arquivo
dos suportes de armazenamento e na redundância da
informação em caso de falha do mesmo.
Temos, pela primeira vez na história da humanidade, uma
forma de garantir a manutenção eterna da informação
sem qualquer tipo de degradação e uma acessibilidade
à mesma, a nível planetário (e mais além).
Mas a ubiquidade e imortalidade do digital não acarreta
só vantagens e obriga a uma nova consciência: ao
acumularmos todos os nossos dados num formato
digital, perdemos toda a proteção da existência dos
mesmos confinada a um objecto. As fotografias e outros
registos pessoais, deixam de estar ancoradas a um local e
podem, em toda a sua qualidade, ser vistas, distribuídas,
armazenadas e manipuladas por máquinas e pessoas,
que seguramente, não teriam lugar na sala de estar onde
guardamos os nossos álbuns de fotografias de família.
Se, além dos registos digitais voluntários que fazemos,
considerarmos ainda toda a nossa pegada digital e o
aumento da capacidade de processamento relacional
que antevemos dispor, em breve, podemos concluir que
a vida dos historiadores do futuro será drasticamente
simplificada.

n O serviço da Mozilla, que nos permite verificar se o nosso email
foi comprometido em alguma falha de segurança de um site
onde tenha sido usado para criar uma conta, tem nova versão.
O Firefox Monitor 2.0 conta com notificações sobre os sites que
foram comprometidos por ataques cibernéticos e está agora
disponível em 26 línguas. A funcionalidade vai alertar os utilizadores
para o facto de determinado site ter sido hackeado, nos últimos
doze meses, quando acede ao mesmo.
Em comunicado, a empresa indica os motivos para a inclusão deste
serviço: «Estamos a dar esta funcionalidade aos utilizadores
do Firefox já que reconhecemos o interesse crescente
em ferramentas centradas na segurança e na privacidade».
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