PCGuia275-Dezembro-2018-opt

(NONE2021) #1
PCGUIA / 11

Praia das Maçãs


O


“homem do leme” da Apple, Tim Cook, deu uma
entrevista que foi exibida este fim-de-semana em
que trouxe a lume algumas das “preocupações”
que causam preocupação na indústria tecnológica.
Sendo eu um céptico quanto às matérias que causam
efectiva “preocupação” à indústria tecnológica no
seu geral, fui vendo com a devida atenção alguns dos
tópicos que foram abordados.

Um deles diz respeito à privacidade. Quem conhece
as minhas posições sabe que durante muitos anos
afirmei prescindir de alguma da minha a troco de um
bem maior. Mas na verdade esse bem maior é cada vez
mais diminuto. Diz Cook que é uma falsa questão que
o problema seja observado como “privacidade versus
lucro”, que o que a indústria de facto faz é dar aos
dispositivos uma capacidade de inteligência artificial
sobre o utilizador, mas que isso não quer dizer que a
empresa lhe tenha acesso enquanto empresa.
Por momentos achei que tinha visto mal... Cook
quer mesmo convencer-me (nos) de que o acervo de
conhecimento que tem sobre o utilizador não deve ser
utilizado pelas empresas? Então por que é que esse
mesmo acervo é constituído? (ninguém lhe perguntou,
o que em si mesmo foi uma pena...).

Isto atirou inevitavelmente a conversa para a “besta
negra” que há anos tem sido engordada pela evolução
tecnológica, a da futura existência de regulamentação.
Quando questionado sobre se a tecnologia em si mesma
é do lado do bem ou do lado do mal, Cook disse o que
Jacques de La Palice diria se fosse ele o entrevistado.
Que tudo depende do utilizador, mas que já existem
questões que precisam de regulamentação. Na esteira
da melhor tradição Apple (It’s better to be a pirate
than join the navy), Cook diz defender um mercado
livre, mas concorda com o facto de que esse mesmo
mercado livre não está a funcionar (a sério, Varatojo?),
aproveitando para defender o seu acordo com a
Google nos dispositivos de busca «porque eles são os
melhores». Esta defesa também me faz sorrir.
O nível de promiscuidade entre fabricantes de
hardware, software é tão alto neste momento que
se torna difícil acreditar no que quer que seja,
nomeadamente no ‘compliance’ de fabricantes em
termos da utilização do que recolhem constantemente.
E não vejo a massa anónima a prevenir-se e a dar cada
vez menos. Antes pelo contrário. Porque no fim do dia,
é business as usual...

Business as usual


PEDRO ANICETO


aniceto@mac.com

GOOGLE LANÇA CENTRO


DE SEGURANÇA EM PORTUGAL


QUINZE PAÍSES DO G


AUMENTARAM EMISSÕES DE CO


O relatório G20 Brown to Green Report 2018 do Climate Transparency,
uma parceria global com o objectivo de ajudar os países a
tornarem-se mais verdes e livres de emissões de carbono, revelou
que quinze das vinte nações mais industrializadas aumentaram as
emissões de CO2 em 2017. Os países do G20 são responsáveis por
80% das emissões de gases com efeitos de estufa e por isso é de
vital importância que estas economias se empenhem em serem
menos dependentes dos combustíveis fósseis.
Mas não é isto que está acontecer: o relatório que analisou oitenta
indicadores concluiu que no Japão, Arábia Saudita e Austrália,
90% da energia vêm do petróleo, carvão e gás e que apenas a
Índia está no bom caminho que lhe permitirá cumprir o aumento
da temperatura do Acordo de Paris: 1,5ºC. Além do mais, o estudo
indicou que 82% das fontes energéticas dos países do G20 continua
a ser proveniente de combustíveis poluentes e que se continuar vai
originar um aumento da temperatura média de 3,2ºC, mais do dobro
do acordado pelos diversos países na capital francesa. M. Freire

APP DO SPOTIFY CHEGA AO APPLE WATCH


n Com esta novidade, os utilizadores do Apple Watch vão
conseguir ouvir e controlar a reprodução das músicas, ter acesso
às suas playlists e usar a funcionalidade ‘DJ from your watch’ caso
tenham colunas ou um computador com ligação ao serviço
de streaming de música.
A app ainda não é tão completa como a existente para os
smartphones mas certamente que vai evoluir e, em breve, terá
várias outras funcionalidades. Mas atenção, para usar a aplicação
do Spotify deve certificar-se que tem a última versão do sistema
operativo do relógio inteligente da Apple, o watchOS.
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