PCGuia275-Dezembro-2018-opt

(NONE2021) #1
58 / PCGUIA

Tudo começou com a Siri, em 2011 um assistente


que vem no iOS da Apple (e que também já está


no macOS). Desde então temos assistido


ao lançamento de novos sistemas destes,


como a Alexa da Amazon, Google Assistant


da Google, entre outros.


ASSISTENTES


VIRTUAIS


INTELIGENTES


L


embra-se de HAL 9000, o computador
da nave espacial Discovery, do clássico
2001: Uma Odisseia no Espaço,
de Stanley Kubrick? Esta foi a primeira
representação daquilo que seria, segundo
a imaginação de Arthur C. Clarke, um
assistente pessoal virtual que, baseado em
inteligência artificial, permita interpretar
comandos de voz e responder de acordo
com os mesmos. É certo que o ano de 2001
já passou, mas só agora é que estamos
a assistir à proliferação dos assistentes
pessoais, à semelhança do HAL 9000.
O primeiro exemplo foi a Siri, o assistente
da Apple, que se estreou enquanto parte
integrante do iOS no iPhone 4S, em 2011,
embora em versão Beta. Em 2014 assistimos
ao lançamento da solução da Amazon, a
Alexa, presente, em especial, nas colunas
inteligentes Amazon Echo e Amazon Echo
Dot. Só em 2016, é que a Google decidiu
investir neste
mercado, na
altura com o

POR GUSTAVO DIAS

A TECNOLOGIA DESCOMPLICADA


DESCOMPLICÓMETRO


Allo, uma aplicação própria, bem como
com a sua primeira coluna inteligente
Google Home. Mais tarde, a Google integrou
o assistente pessoal no Android, sendo
actualmente a solução mais evoluída do
género. É também fundamental para tirar
o máximo partido do ecossistema Google
Home, compatível não só por produtos
Google, mas também com os de outros
fabricantes.

TRANSFORMAR VOZ EM ORDENS

Usando o Google Assistant enquanto
exemplo, é fácil de explicar o
funcionamento destes assistentes pessoais.
O primeiro passo será o reconhecimento dos
comandos de voz, sendo utilizado um (ou
vários) microfones de alta precisão.
A gravação é enviada imediatamente para
os servidores da Google – aí está o poder de
processamento necessário para transformar
a voz em ordens práticas para o sistema.
Nos servidores, as nossas palavras serão

interpretadas de acordo com uma extensa
base de dados, tendo igualmente em conta
a forma como as mesmas são pronunciadas.
Assim que as palavras são devidamente
identificadas e associadas ao comando
respectivo, o servidor comunica com o
dispositivo do utilizador com a instrução
necessária correspondente ao seu pedido.
Por exemplo, se perguntar «Qual é a
temperatura no Funchal?», o serviço irá
interpretar as palavras-chave ‘temperatura’
e ‘Funchal’ e enviar o comando para
o dispositivo para abrir a aplicação de
meteorologia no mesmo, dando os dados
referentes à localidade.

OUTRAS UTILIZAÇÕES

Mas, mais que simplesmente abrir aplicações
ou descobrir trivialidades, os assistentes
virtuais podem servir para muito mais. Um
claro exemplo é tirar partido das inúmeras
funcionalidades do ecossistema Google
Home, ou Amazon Alexa. Aqui poderá
associar características de dispositivos de
outros fabricantes que são compatíveis com
a plataforma, como os televisores OLED da
LG, que permitem usar o Google Assistant
para identificar quem são os actores de
um determinado filme e usar o IMDB para
descobrir outros filmes onde os mesmos
tenham participado.
Poderá ainda usar estes ecossistemas para
ligar as luzes de casa se estive fora, de férias,
ligar o ar condicionado da sua casa para uma
determinada temperatura antes de chegar,
ou determinar se os produtos que tem no
frigorífico são suficientes para uma receita
que deseja cozinhar.
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