PCGuia275-Dezembro-2018-opt

(NONE2021) #1

6 / PCGUIA


COLUNA MADE


IN PORTUGAL


CEIIA E ABDI JUNTAM STARTUPS
DE BRASIL E PORTUGAL

l Apesar de haver nuvens de tempestade
e incerteza sobre o país-irmão, nada impede
Portugal e Brasil de continuarem a seguir
o seu caminho conjunto de inovação,
entreajuda e desenvolvimento. Durante
a semana do Web Summit, o Centro de
Engenharia e Desenvolvimento de Produto
(CEiiA) e a Agência Brasileira
de Desenvolvimento Industrial (ABDI)
assinaram um acordo que tem como
objectivo aproximar startups dos dois países
para começarem a trabalhar em conjunto
para projectos tecnológicos: o Conexão
Startup Indústria 4.0. Este é o conceito que
designa a quarta Revolução Industrial e que
engloba tecnologias fracturante e capazes
de mudar a sociedade, como a Internet das
Coisas e o cloud computing. O acordo foi
assinado no LACS (um centro criativo e de
coworking em Lisboa), numa sessão onde
esteve o secretário de estado da Economia
João Correia Neves, foi ainda anunciado
um período de inscrição para empresas
da indústria portuguesa que queiram
«participar no programa e lançar desafios de
digitalização a startups brasileiras» que abre
no final de Novembro. Depois, as startups
do Brasil vão avaliar as propostas vindas de
Portugal que podem começar a inscrever-se
no Conexão Startup Indústria 4.0 no início
de 2019. Esta iniciativa é mais uma em que o
CEiiA participa com vista a «estabelecer um
conjunto de parcerias internacionais»
para o lançamento de programas que
«promovam a rápida internacionalização
e escalabilidade das startups». Para isto,
o Centro de Engenharia e Desenvolvimento
de Produto usa a sua aceleradora 4Scale,
que entra mais uma vez em cena, desta vez
para fazer a ponte com Terras de Vera Cuz. A
justificação para este contacto entre os dois
países, nomeadamente com a ABDI,
é simples: «A Agência Brasileira de Desen-
volvimento Industrial gere o maior programa
de conexão entre startups e indústria do
governo brasileiro», disse Maria Miguel
Ferreira, head of open innovation do CEiiA.
Rodrigo Rodrigues, coordenador de inovação
da ABDI lembra os resultados de outros
anos para lançar o programa de 2019: «As
dez indústrias brasileiras que participaram
nas edições anteriores representam, em
conjunto, aproximadamente 8% do PIB
industrial do Brasil e das 27 startups que
participaram, 21 continuam a desenvolver
projectos com essas indústrias até hoje».
O mesmo responsável revelou ainda que a
internacionalização do Conexão Startup
Indústria 4.0 encontrou em Portugal, na
4Scale e no CEiiA, «o parceiro adequado».

C


hama-se Fossil Sport e vai ser
o próximo relógio da marca a
chegar ao mercado. O smart-
watch foi mostrado oficialmente
na Europa, durante um evento
em Amesterdão, em que a marca
adoptou um conceito de apresentação
diferente. Em vez de fazer uma
conferência de imprensa tradicional,
a Fossil convidou os jornalistas
para passar uma tarde num espaço
da cidade holandesa com várias
actividades de bem-estar, como
aulas de meditação e yoga, tudo para
reforçar a aposta da Fossil no seu novo
relógio de desporto, que tem como
objectivo ajudar o utilizador a ter um
estilo de vida mais saudável e activo.


PREPARADO PARA A NATAÇÃO


O Fossil Sport traz uma bracelete em
silicone (que pode vir em cores como
azul, vermelho, rosa, amarelo, preto
ou cinza) e tem mostradores de 41 e
43 mm. Esta é a versão que sucede
ao Sport Gen 3, mas a marca decidiu
apenas chamar-lhe Sport, deixando
de lado a designação ‘Gen 4’, como
acontece com outros modelos da
Fossil. Lá dentro, está um processador
Snapdragon 3100 e uma bateria de
350 mAh; a memória flash é de 4 GB.
O novo Sport tem sensor de
batimentos cardíacos, microfone,
GPS e altímetro. Os acelerómetros
e giroscópio incluído vão ajudar
a recolher dados de fitness, como
acontece em todos os relógios


inteligentes deste género. Uma das
actividades onde vai ser possível
analisar informação é a natação, uma
vez que o Fossil Sport é resistente
a cinco atmosferas (5 ATM). Com
o sistema operativo Wear OS da
Google, estão garantidas várias
apps compatíveis com Android e o
emparelhamento com o smartphone,
mesmo com iOS, através da app Google
Fit. Contudo, a aplicação Saúde da
Apple também vai poder recolher
dados a partir deste relógio.

LEVE COMO UMA PENA

No evento organizado pela Fossil em
Amesterdão tivemos oportunidade
de experimentar o relógio durante
alguns minutos para ficarmos com uma
primeira impressão deste novo modelo.
O grande destaque vai para o peso: o
Sport é bastante leve, pesa menos de
vinte gramas, o que é uma das carac-
terísticas mais importantes para quem
pratica desporto, uma vez que o ideal
é nem dar pela presença do relógio no
pulso. O controlo feito através do ecrã
táctil, com a ajuda de três botões, é
o típico do Wear OS: fácil e intuitivo.
Infelizmente, não vamos poder
carregar música directamente para o
Sport, uma vez que o sistema apenas
permite controlar as playlists que
tivermos no telefone - esta é, talvez,
uma das principais desvantagens do
mais recente modelo da Fossil, que
chega a Portugal na Primavera de 2019
com um preço a rondar os 280 euros.

O Fossil Sport vai chegar a Portugal na Primavera de



  1. As primeiras impressões revelam um relógio


muito leve e com um preço em conta.


POR RICARDO DURAND

POR RICARDO DURAND, EM AMESTERDÃO

Novo Fossil Sport chega


a Portugal em 2019

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