Clipping Jornais - Banco Central (2022-01-25)

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Siglas miram propaganda partidária para alavancar presidenciáveis


Banco Central do Brasil

O Estado de S. Paulo/Nacional - Política
Tuesday, January 25, 2022
Banco Central - Perfil 2 - Tribunal de Contas da União

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Autor: LAURIBERTO POMPEU BRASÍLIA


Os pré-candidatos que hoje patinam nas pesquisas de
intenção de voto terão uma poderosa ferramenta para
se tornar nacionalmente conhecidos antes do período
oficial de campanha. É que, com a volta da propaganda
partidária de rádio e TV, a partir de março, as legendas
vão usar os programas e inserções para ampliar a
exposição de suas apostas eleitorais. Especialistas
alertam, porém, que embora não seja proibida a
participação de nomes que estarão nas urnas em
outubro, transformar as inserções em promoção pessoal
pode configurar propaganda antecipada e resultar em
punições como multa e cassação de tempo.


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB),
recorrerá à vacinação contra a covid-19, por exemplo,
para mostrar que foi ele quem primeiro trouxe o
imunizante para o País. Doria precisa 'nacionalizar' sua
campanha e escolheu o ex-presidente da Câmara
Rodrigo Maia (sem-partido-RJ) para coordenar seu
programa de governo como parte dessa estratégia.


Além de Maia, outros nomes fora de São Paulo


confirmados para a equipe de Doria são o ex-deputado
por Pernambuco e atual presidente do PSDB, Bruno
Araújo, que comandará a campanha, o secretário
estadual da Fazenda, Henrique Meirelles, e a
economista Ana Carla Abrão, ambos de Goiás.

Não é só Doria, no entanto, que vai usar as inserções
para se apresentar aos eleitores. O Podemos do ex-juiz
Sérgio Moroe o PDT do ex-ministro Ciro Gomes
confirmaram que os presidenciáveis também terão
destaque nas propagandas. O PL, por sua vez, vai
exibir o presidente Jair Bolsonaro, que é candidato à
reeleição.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou que 'Ciro
estará em todas (as inserções), inclusive nas estaduais'.
A Secretaria de Comunicação do Podemos observou,
por sua vez, que 'como a legislação permite a
participação de filiados no programa, não há
impedimento legal para que Moro apareça na
propaganda partidária'.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, o ex-
presidente Luiz Inácio Lula da Silva também será a
estrela dos programas do PT. O partido pretende ir
'dosando' a participação de Lula, começando com
menos aparições em abril e chegando ao máximo em
junho, mais perto do início oficial da campanha. Em São
Paulo, o partido vai destacar o ex-prefeito Fernando
Haddad, pré-candidato do PT ao Palácio dos
Bandeirantes.

CAMPANHA. O período oficial de campanha eleitoral,
que é diferente da propaganda partidária, vai de 16 de
agosto a 1º de outubro, véspera da eleição. Nos casos
de segundo turno, de 7 a 29 de outubro. Antes mesmo
do início oficial das campanhas, porém, os pré-
candidatos já se atacam em entrevistas e nas redes
sociais.

Moro tem usado as redes para criticar Lula e Bolsonaro.
Para não parecer que é candidato focado apenas em
ideias para combater a corrupção, o ex-juiz comenta
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