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(Marcelobf) #1
Vontade Humana^119

Para a sabedoria carnal, parece o cúmulo da loucura
pregar o evangelho aos que estão mortos, sendo que, por
isso, estão além da possibilidade de fazer qualquer coisa por
si mesmos. Sim, mas os caminhos de Deus são diferentes dos
nossos. “Aprouve a Deus salvar aos que crêem, pela loucura
da pregação” (1 Co 1.21). Os homens podem considerar
loucura o pregar a “ossos secos”, dizendo-lhes: “Ossos secos,
ouvi a palavra do Senhor? ” (Ez 37.4). Ah! mas afinal, foi a
Palavra Jo Senhor, e as palavras que Ele profere “são espírito
e são vida” (Jo 6.63). Homens entendidos, ao lado do túmulo
de Lázaro, poderiam caracterizar como evidência de loucura
o ato de Jesus, ao dizer Ele a um morto: “Lázaro, vem para
fora”. Contudo, Aquele que assim falou era e é a própria
ressurreição e a vida, e, mediante a sua palavra, até os mortos
vivem! Portanto, o evangelho é por nós pregado, não porque
creiamos que os pecadores têm, em si mesmos, o poder de
receber ao Salvador proclamado, mas porque o próprio
evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele
que crê e porque sabemos que todos quantos têm sido
“destinados para a vida eterna” (At 13.48) haverão de crer
(Jo 6.37 e 10.16 — note o futuro nessas passagens), no tempo
determ inado por Deus, porquanto está escrito:
“Apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu
poder” (SI 110.3).
O que temos exposto neste capítulo não é produto do
“pensamento moderno”. É evidente que não, visto que o
contradiz de maneira direta. Os homens das últimas gerações
estão muito distantes dos ensinamentos de seus antepassados,
os quais estavam solidamente alicerçados sobre as Escrituras.
Lemos nos Trinta e Nove Artigos da Igreja Anglicana: “A
condição do homem depois da queda de Adão é tal que não
pode inclinar-se à fé e preparar-se para ela, mediante suas
próprias forças e boas obras naturais, e nem mesmo ele pode
invocar a Deus. Logo, não temos poder nenhum para praticar
boas obras agradáveis e aceitáveis a Deus, sem a graça divina
que, mediante Cristo, nos assiste previamente, para que

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