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(Marcelobf) #1
28 Deus é Soberano

diferente das demais, nada possuindo em comum senão o fato
de terem sido criadas; e quem havia para desafiar esse direito
de Deus? Se Lhe aprouvesse, poderia ter trazido à existência
um mundo tão imenso, que suas dimensões ultrapassariam
totalmente os cálculos finitos; e, se assim Ele se dispusesse,
poderia criar um organismo tão pequeno que nem sequer o
mais poderoso microscópio poderia revelar a sua existência
aos olhos humanos. Ele tinha o soberano direito de criar, por
um lado, os nobres serafins para refulgirem ao redor do seu
trono e, por outro lado, o minúsculo inseto que morre à mesma
hora em que nasce. Se o Deus onipotente ordenou que exista
vasta graduação no seu universo, desde o serafim mais elevado
até o réptil, desde os planetas nos seus cursos até os átomos,
desde o macrocosmo até o microcosmo, ao invés de uma
completa uniformidade, quem haveria para questionar o seu
soberano beneplácito?
Pense, pois, no exercício da soberania de Deus muito
tempo antes de o homem ter visto a luz pela primeira vez.
Com quem Deus tomou conselho, na criação das suas criaturas
e na colocação delas em seu devido lugar? Contemple os
pássaros voando pelo ar, os animais vagando pela terra, os
peixes nadando nos mares e pergunte, então: “Quem fez a
diferença existente entre eles? Não foi o Criador que de
maneira soberana determinou os vários habitats e a várias
adaptações para a existência deles?”
Dirija o seu olhar para os céus, contemple os mistérios
da soberania divina que ali confrontam o observador perspicaz:
“Uma é a glória do sol, outra a glória da lua, e outra a das
estrelas; porque até entre estrela e estrela há diferenças de
esplendor” (1 Co 15.41). Por que existem essas diferenças?
Por que o sol é mais glorioso do que os planetas que o cercam?
Por que há estrelas de primeira grandeza e outras de décima
grandeza? Por que há desigualdades tão espantosas? E por
que há estrelas cadentes, “estrelas errantes” (Jd 13), ou seja,
estrelas arruinadas? A única resposta possível é: “Por causa
da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4.11).

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