Planeta - Edição 547 (2019-04 & 2019-05)

(Antfer) #1

Volta ao Mundo


8 abril/maio 2019 Planeta

Volta ao Mundo


8 abril/maio 2019 Planeta fotos: istock | D. fu et al

O sítio arqueológico de Qingjiang, às margens do rio Danshui, na
China central, guarda um espetacular tesouro de restos fósseis
de um dos períodos mais importantes da história da vida na
Terra: a explosão cambriana, ocorrida há pouco mais de 500
milhões de anos e que durou cerca de 40 milhões de anos,
Surgiram nesse período quase todos os principais grupos de
formas de vida multicelulares da Terra. Segundo os cientistas,
a recém-analisada área fóssil, descoberta em 2007 pelo
paleontólogo chinês Xingliang Zhang e sua equipe, já rendeu
4.351 espécimes, e espera-se que contenha muitos outros. Até
agora, 53% desses animais são novos para a ciência. O estudo
sobre Qingjiang, publicado em março na revista “Science”, indica
que o local pode conter mais biodiversidade do que todos os
outros sítios semelhantes do período Cambriano.

As pressões contra o mais poluente dos
combustíveis fósseis começaram a vir de um
setor fundamental para a mudança: o econômico.
Enquanto bancos e empresas japonesas estão se
desfazendo de minas na Austrália e de planos de
construir termelétricas movidas a carvão, grandes
investidores do país procuram na Ásia projetos de
energia renovável de grande porte para aplicar seus
recursos, num movimento classificado por analistas
do mercado de energia como “o início do fim do
carvão térmico”. O Japão é o maior consumidor
do carvão australiano, mas calcula-se que 75% dos
projetos que o governo de Tóquio havia delineado
para o setor em 2015 serão engavetados.

Sinal fechado para o carvão


Vida em ebulição


Fungo
SalVador
Planta ornamental sul-americana, a
Tradescantia fluminensis foi levada
para a Austrália e se deu tão bem na
costa leste do país que se tornou uma
praga, sufocando vegetais nativos, rios
e ecossistemas. Em março, a agência
nacional científica do país (CSIRO, na
sigla em inglês) anunciou que, para
combater a ameaça, vai colocar em
ação um fungo encontrado no Brasil,
o Kordyana brasiliensis. Segundo a
CSIRO, o microrganismo foi testado
por anos e não representa perigo para
outras plantas. O fungo será testado
inicialmente em alguns pequenos locais
nas cordilheiras de Dandenong, antes de
ser repassado a funcionários de áreas do
estado de Victoria mais castigadas pela
espécie invasora.

Um dos animais
encontrados
em Qingjiang:
a maioria deles
é nova para a
ciência

Energia eólica:
uma das opções
renováveis
escolhidas por
investidores
japoneses

Tradescantia
fluminensis: a planta
ornamental da América
do Sul virou praga na
Austrália

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