VOO LIVRE REVISTA LITERÁRIA NÚMERO 5

(MARINA MARINO) #1

Mestra em Cultura e Sociedade,
atuoucomodelegadadepolíciaemSão
Luís entre os anos de 1998 e 2001 ,
juntoàSecretariadeSegurançaPública
do Estado do Maranhão. Em seguida
ingressou na Defensoria Pública do
Estadoondeatuouno NúcleoForense
daFamíliaeposteriormente,ondeatua
até os dias de hoje, no Núcleo de
DefesadaMulherePopulaçãoLGBT.
“Escrever é minha forma de
compreender o mundo”, conta
Lindevania. “No início, eu fazia um
registro mais realista em meus
escritos.Agorasigoalgomaispróximo
do absurdo e da ficção científica. Em
‘Zona de Desconforto’, por exemplo,
meu texto é mais preso à realidade,
como minha memória registrava os
fatos.Agorasintoquecriomaisetenho
aimaginaçãomaissolta,abrindoo


leque da minha escrita”, explica
Lindevania. “Eu criava em solidão.
Agorabuscorompercomessasolidão”,
complementa.
Para esse novo momento, conta
Lindevania,omovimentoMulheriodas
Letras*foietemsidofundamentalem
sua vida. “Entrou com tudo. Foi uma
fagulha que acendeu algo em mim”,
comenta. “No Mulherio das Letras
aprendemos na prática sobre
sororidade e temos a sorte de fazer
parte de um grupo literário feminista
muitopreocupadocomocoletivoenão
apenascomegosouindivíduos.Somos
mais desete milmulheres no Brasile
agora espalhadas pelo mundo, EUA,
Portugal,Alemanha,ÁustriaeItália.Eo
que é melhor: uma ajudando a outra,
dando força, divulgando os trabalhos.
Issoémotivador”,afirmaaescritora.
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