(20201000-PT) Exame Informática 304

(NONE2021) #1
39

ÃS


NOTA FINAL

NOTA FINAL DESEMPENHO

CARACTERÍSTICAS

QUALIDADE/PREÇO

DESEMPENHO

CARACTERÍSTICAS

QUALIDADE/PREÇO

O ecrã na parte
superior tem um bom
contraste e ajuda nos
parâmetros das fotos

Ecrã rotativo e
sensível ao toque,
uma grande ajuda
para definir qual
o objeto a focar

canon.pt

4,1


CARACTERÍSTICAS
Sensor full frame de 45 megapíxeis ○
Disparo contínuo até 20 fps ○ Estabilizador
de cinco eixos ○ Intervalo ISO de
100-102.400 ○ Vídeo interno até 8K 30 fps
de 12 bits ○ EVF com 5,76 milhões
de pontos ○ LCD 3,2” de ângulo variável e
2,1 milhões de pontos ○ Slot duplo de
cartões (1 CFExpress Tipo B, 1 SD UHS-II) ○
138x98x88 mm ○ 738 g

CANON EOS R5

sony.pt

4


CARACTERÍSTICAS
Sensor full frame de 12,1 megapíxeis ○
Disparo contínuo até 10 fps ○ Estabilizador
5 eixos ○ Intervalo ISO estendido de
40-409600 ○ Vídeo interno 4K até 120
fps de 10-bit 4:2:2 ○ EVF com 9,43 milhões
de pontos ○ LCD 3” de ângulo variável e
1,44 milhões de pontos ○ Slot duplo de
cartões (CFexpress Tipo A ou SD UHS-I/II) ○
128,9x96,9x69,7 mm ○ 699 g

SONY A7S III

fotografia e vídeo, o que também aca-
bámos por gostar mais, já que a troca é
fácil de executar.

PARAÍSO VIDEOGRÁFICO
Que duas câmaras, caros leitores! Tanto
a Sony como a Canon estão a dar tudo,
literalmente, com estes dois modelos,
mas ambas conquistaram o nosso olho
por motivos diferentes. Numa análise
prática, os vídeos 4K são a norma do
mercado e neste patamar preferimos
os resultados da A7S III aos da EOS R5.
A Sony ganha claramente nas cores,
produzindo imagens mais saturadas e
visualmente mais apelativas. É verdade
que há casos em que parece excessivo


  • tons vermelhos, sobretudo –, mas a
    forma como depois conjuga cores com
    contraste dinâmico ajuda a dar uma
    textura assinalável às imagens e quase
    sentimos que lhes podemos tocar. E a
    força que as cores têm permite depois,
    durante a edição, uma maior margem
    para trabalhar este elemento – também
    por suportar gravações em 10-bit 4:2:2
    (ideal para edição de cor). Na nitidez, em
    4K voltamos a reforçar, a Sony também
    leva vantagem, assim como na fluidez do
    movimento das imagens. Ainda a favor
    da Sony um elemento importante e talvez
    o que nos surpreendeu mais em todo
    o teste: o sistema de focagem é muito,
    muito bom. Mantém o foco em objetos
    rápidos, é veloz a detetar rostos ou olhos,
    quando estamos mais próximos da pes-
    soa, muda de plano de focagem de forma
    rápida, produz um efeito de desfoque
    suave entre planos... só nos resta tirar
    o chapéu aos engenheiros da Sony. A
    cereja no topo do bolo é o intervalo de
    ISO generosíssimo e que permite, quase
    no breu, captar imagens com elementos
    definidos, ainda que aqui o foco só lá vai
    se for manual. A Canon, mesmo com
    um ISO máximo mais baixo, também
    trabalha bem baixa luminosidade.


CONTRA-ATAQUE FULMINANTE
Mas é aqui que entra a pressão da Ca-
non: a Sony A7S III não grava em 8K
(algo que muitos esperavam que viesse
a acontecer), algo que a EOS R5 já faz.
E em modo 8K, o detalhe das gravações
é simplesmente de outro nível: todos os
pontinhos, todos os raiados, todas as
pedrinhas, todos os pequenos detalhes
que existem e nem sempre se veem, com
a R5 estão lá. E claro, o 4K até pode ser
a norma, mas o 8K é o futuro, o que dá
mais garantias a quem aposta na Canon.

Sim, as gravações na resolução máxima
estão limitadas a 30 fps e sim, confirma-
mos que esta é uma câmara que aquece
bastante e com facilidade (e bem que
vai precisar de um cartão CFExpress de
alta capacidade se quiser fazer gravações
prolongadas, pois ‘derretemos’ 64 GB
com menos de dez minutos de grava-
ções), mas para quem quer ir ao limite
do detalhe, parecem-nos elementos que
o público-alvo já estaria à espera. Onde
a Canon fica a perder é no sistema de fo-
cagem: até segue, por exemplo, um carro
em movimento a baixa velocidade, mas
perde-se com facilidade e simplesmente
não é tão rápido a reagir quanto o da
Sony. E já aqui dissemos maravilhas das
cores da Sony, mas as da Canon, ainda
que não tão vibrantes, claramente mais
frias, são ainda assim fidedignas, o que
agradará aos mais puristas.
E se achava que isto não podia ficar
mais interessante... houve uma revira-
volta durante os nossos testes. Sim, pre-
ferimos a Sony para a gravação de vídeo,
está dito, mas a Canon é mais ‘câmara’:
além de garantir um muito bom desem-
penho no vídeo, tem um desempenho
fotográfico de alto nível e muito superior
ao da Sony. As fotografias são plenas de
cor, repletas de detalhe (obrigado sensor
de 45 MP), com um intervalo dinâmico
assim-assim, diga-se, e com uma ve-
locidade de disparo muito boa para o
conjunto. Ou seja, serve para dar uma
‘perninha’ em fotografia de desporto,
como serve para vídeos de natureza num
detalhe impressionante. Para quem faz
da profissão o vídeo e a fotografia, e não
quer andar com duas câmaras, este é o
pacote vencedor.

AS CONTAS FINAIS
Tendo em conta que esta é, acima de
tudo, uma publicação focada no consu-
midor, nenhuma câmara leva o selo de
recomendação. Não por falta de quali-
dade, óbvio, mas porque consideramos
a relação qualidade/preço desajustada, o
que prejudica a classificação final. Neste
sentido, a Canon, por ser mais versátil,
é um investimento com mais garantias
de retorno. Já para profissionais, torna-
-se mais fácil justificar um investimento
acima de quatro mil euros e a relação
qualidade/preço já não será tão crítica,
porque conseguem rentabilizar estes
valores com o trabalho. A pergunta a
responder não é qual das duas é a melhor
câmara, mas sim que tipo de produtor de
conteúdos é. Rui da Rocha Ferreira
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