PCGuia268-Maio-2018-opt

(NONE2021) #1

8 / PCGUIA


Conceito Humanoide


ANDRÉ GONÇALVES
concept@humanoid.net

ONEPLUS PODE ESTAR A PREPARAR


UM SMARTPHONE AVENGERS


n De acordo com o Android Central, a OnePlus vai lançar edição
especial do seu próximo smartphone, o OnePlus 6, com a temática
do filme Avengers: Infinity War. A questão é que este smartphone
pode ser vendido apenas na Índia: a OnePlus cometeu um pequeno
‘deslize’ e divulgou uma imagem no site, com o logo característico
da marca num cartaz do filme da Marvel.
Depois disto, a Disney Índia confirmou que se tinha juntado à
OnePlus, para uma parceria, com grande destaque dado ao trabalho
da Marvel Studios. Caso se confirme que pode estar a caminho um
OnePlus com a temática do filme da Marvel, não seria uma parceria
sem precedentes. A OnePlus já teve uma versão temática de Star
Wars, com o OnePlus 5T, de edição limitada, que foi lançada para
assinalar a estreia de The Last Jedi, direccionada também para Índia,
um dos maiores mercados da OnePlus.

GOOGLE REMOVE ADBLOCKERS


SUSPEITOS DA WEB STORE DO CHROME


n Depois de a AdGuard ter revelado que estavam disponíveis várias
extensões falsas para bloquear anúncios, na loja do Chrome, a Google
decidiu eliminar as extensões em causa.
Algumas destas estavam entre as cinco mais populares da loja do
Chrome. De acordo com a Google, os responsáveis por esta extensão
adicionavam um código que permitia recolher informação sobre os
sites que os utilizadores visitavam. Esta não é a primeira vez que
extensões falsas para bloqueio de publicidade chegam à loja do
Chrome: de acordo com as estimativas, já mais de 37 mil pessoas
tinham instalado uma extensão falsa da AdBlock Plus, criada por
SwiftOnSecurity, no ano passado.
No total, a estimativa de utilizadores do Chrome que instaram estas
extensões falsas pode mesmo já rondar os vinte milhões de pessoas.
A AdGuard aconselha os utilizadores do Chrome a terem mais
atenção às descrições das extensões e aos respectivos criadores.

S


urpreende-me sempre o pânico colectivo com
que são recebidas as notícias de quebra de
privacidade da informação partilhada nas
redes sociais. Não deveríamos ficar contentes com a
confirmação de que existem, de facto, várias pessoas/
entidades que estão atentas ao que estamos a dizer e
partilhar on-line?

Com o facto de se lembrarem de tudo e, inclusive,
criarem respostas personalizadas para nós? Não é esse
o propósito das redes sociais? Ou tudo isto deixa de ser
verdade quando os nossos “amigos” deixam de ser os que
reconhecemos e passam a integrar grupos de analíticas e
algoritmos de inteligência artificial?

Se as respostas que recebemos, são o resultado
de uma ponderação sintética com o propósito de
“reprogramar” as nossas opiniões, estas perdem a sua
legitimidade existencial? Até que ponto uma informação
pode ser considerada privada depois de a partilhamos
socialmente on-line?

São tudo perguntas que só encontram uma verdadeira
resposta na leviandade com que marcamos a nossa
pegada digital e, principalmente, nos propósitos com que
expomos as nossas vidas em plataformas de comunicação
privadas que retêm, trabalham e redistribuem essa
informação como principal fonte de lucro.

É claro que a abstenção da presença de um qualquer
indivíduo nas redes sociais “da moda” é um factor crítico
para a sua infoexclusão. A integração no “grupo” dita
à necessidade constante de reportar o que fazemos,
como nos sentimos e com quem estamos. Somos
constantemente estimulados pelo facto de termos mais
observadores do nosso quotidiano partilhado
e orgulhamo-nos de receber respostas dos outros,
ou ainda melhor, de ter o nosso momento
reproduzido por eles.

O sucesso comercial das redes sociais deve-se,,
exactamente a esta necessidade primária de integração
que nos coloca numa incessante missão de comparação
e aprovação colectiva, que se reflecte em tudo o que
fazemos, numa espiral de partilhas aparentemente
cada vez menos relevantes, que contradiz por
completo os princípios básicos de uma boa gestão
de reputação on-line.

Partilha


da privacidade

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