PCGuia268-Maio-2018-opt

(NONE2021) #1
PCGUIA / 9

Praia das Maçãs


N


unca me preocupei muito com a minha saúde.
Isto, hoje em dia, é quase tão grave como dizer que
não se vai ao ginásio, que não se corre
em parques e jardins ou que não se tem uma
bicicleta. Confesso. Tive, há anos, uma pulseira de
fitness. Durante meses soube ao detalhe quantos passos
dava por dia, mas faltou-me a paciência para contar
calorias; mais a mais, muita da minha alimentação não
consta ainda das tabelas das apps e calcular o valor
calórico das minhas sanduíches é coisa para ocupar
o CERN durante meses...

Mas a indústria é inexorável. À minha frente tenho um
conjunto de sensores e gadgets que fariam inveja a um
pequeno hospital distrital. Termómetros que lêem a
minha temperatura corporal sem me tocar, balanças
que falam com o meu médico nas minhas costas,
até um maravilhoso equipamento portátil de electro
cardiograma que deixou estarrecido um profissional
médico. Sensores de radiação solar. De diabetes.
Controladores da minha qualidade de sono. Até um
despertador olfactivo. Desconfio de que estou a dar
mais dados à Apple sobre mim que os que dou ao meu
médico assistente.

Nunca fui hipocondríaco, mas nos últimos dias li mais
sobre tensão arterial que no resto da minha vida. E receio
que toda esta pressão do mercado para que eu seja um
check-up ambulante me venha a dar cabo dos nervos e
consequentemente a piorar os meus níveis de potássio.

Em termos de indústria de saúde, no que a
complementos de hardware diz respeito, progrediu-se
imenso, havendo soluções de monitorização para
quase todo o género de questões de saúde. E no campo
do fitness tira-se muito partido da performance,
explora-se (e muito) a exposição de tempos, marcas ou
progressos. Quem é que ainda não invectivou aquele
amigo que insiste em contar a sua corrida em detalhe?

Hoje em dia podemos saber tudo sobre a nossa saúde.
Porventura até demasiado. Não quer dizer que não
se morra na mesma, mas ao menos um tipo falece
devidamente informado. E pode publicar a flatline
do batimento cardíaco no Facebook. Ainda
rende uns likes.

Haja saúde!


PEDRO ANICETO
aniceto@mac.com

TRADUÇÃO DA MICROSOFT


COM IA PASSA A FUNCIONAR OFFLINE


INSTALAÇÕES DA APPLE USAM


ENERGIAS 100% RENOVÁVEIS


A Apple anunciou que as suas
lojas, escritórios e data centres
de 43 países são apenas
abastecidos por energias limpas.
Este é um marco que a empresa
tenta atingir desde 2015 quando
usava cerca de 93% de energia
solar e eólica, entre outras.
Em comunicado, a empresa
referiu ainda que mais «nove
parceiros de produção» se
«comprometeram a produzir

componentes para a Apple
usando apenas energias
renováveis», aumentando assim
o número de fornecedores a usar
energia não fóssil para 23.
Segundo a empresa de
Cupertino, existem 25 projectos
que geram cerca de «626 MW
de energia limpa», sendo que
«mais estão a ser desenvolvidos
para aumentar a quantidade
energética produzida». M.Freire

GOOGLE REMOVE ADBLOCKERS


SUSPEITOS DA WEB STORE DO CHROME


n Como muitas aplicações do género,
até aqui, as aplicações de tradução
com inteligência artificial precisavam
de uma ligação à Internet para
funcionarem. E, para quem pensa em
usar uma app do género no estrangeiro,
a parte de precisar de ligação à Internet
e o gasto de dados nem sempre
combinam bem. Por isso, a aplicação
Microsoft Tradutor já funciona offline,
depois de a empresa ter lançado alguns
pacotes de linguagem que recorrem à
IA e que agora funcionam em qualquer
dispositivo, seja Android ou iOS. Esta
funcionalidade já estava disponível
em alguns modelos de smartphones
mais recentes que tiram partido da IA,
mas agora chegam a mais dispositivos,
depois da Microsoft anunciar que
optimizou os algoritmos que fazem
as traduções funcionar. Os pacotes
disponíveis (que graças à IA ocupam
menos espaço no smartphone) são
árabe, chinês (simplificado), francês,
alemão, italiano, japonês, coreano,
português, russo, espanhol e tailandês.
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