(20200700-PT) Exame Informática 301

(NONE2021) #1
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Portáteis de gaming normalmente são
sinónimo de má autonomia. E, por isso mes-
mo, não ficámos surpreendidos quando o pri-
meiro teste de autonomia usando o PC Mark
(office) resultou em menos de quatro horas. No
entanto, após uma análise rápida, ficou claro
que o teste tinha sido feito usando a GeForce
RTX a ‘bombar’, o que, naturalmente, penaliza
a autonomia. Isto porque esta máquina está
equipada com dois processadores gráficos: o
Radeon Vega, embutido no CPU Ryzen, e o
GeForce já mencionado (GPU dedicado). Em
teoria, o sistema comuta automaticamente
entre os GPUs de acordo com a necessidade.
Ora, o teste deu um resultado baixo porque,
por alguma razão, o sistema não estava a fazer
essa comutação automaticamente. Depois de
algumas alterações de configuração e atuali-
zações – é importante referir que este portátil
chegou ao nosso laboratório antes de chegar ao
mercado –, o problema ficou resolvido. A au-
tonomia em modo office passou a ser de várias
horas. Mesmo com uma utilização intensiva
em trabalho do tipo office, conseguimos mais
de 10h de autonomia. No teste de reprodução
de vídeo em repetição, o Zephyrus G14 ficou
muito próximo das 14h! Mais uma prova que
este portátil pode ser, simultaneamente, a má-
quina para trabalhar e para jogar.

VEREDICTO
Este é, no global, o melhor portátil de gaming
que já testámos. Consegue, como nenhum ou-
tro, conjugar portabilidade com desempenho.
Tem algumas falhas? Sim, o teclado poderia
ser um pouco mais generoso e ter melhor re-
troiluminação, a webcam faz falta, o ruído
é audível quando a jogar e experimentámos
alguns problemas com a comutação entre as
placas gráficas. Mas são falhas que esquecemos
quando usamos esta máquina e percebemos
que podemos correr jogos exigentes com tudo
no máximo a Full HD. Ou quando verificamos
a qualidade de construção e a nitidez e brilho
do ecrã. E ainda quando ativamos o painel de
LEDs com mensagens ou imagens persona-
lizadas. É caro? Muito! Inacessível à maioria
dos portugueses. Mas justifica bem o preço
pedido. Sérgio Magno

DESEMPENHO

CARACTERÍSTICAS

QUALIDADE PREÇO

BENCHMARKS
PCMark 10 Extended: 5825 z
Essenciais 9093 z Produtividade
7054 z Criação Conteúdo Digital
6190 z Jogos 10455 z 3DMark:
Sky Diver 30789 z Time Spy 5777 z
Cinebench R20 3754 z PCMark 10
Autonomia (Produtividade) 9h20m

nota final

CARACTERÍSTICAS
Ecrã 14” IPS (1920x1080), 120 Hz
○ Processador Ryzen 9 4900HS
(6 cores, 12 threads) ○ 32 GB
DDR4 ○ GPU GeForce RTX 1060
6 GB GDDR6 ○ SSD de 1 TB ○
Wi-Fi 6, Bluetooth 5.0 ○ 2x USB-C
3.2, 2x USB 3.2, HDMI 2.0b ○
324x222x19,8 mm ○ 1,7 kg

JOGOS
Excelente

PRODUTIVIDADE
Muito bom

CRIATIVIDADE
Muito bom

AUTONOMIA
Muito bom

asus.com/pt

4,5


Ao abrirmos
o ecrã, o chassis
eleva-se o
que melhora
a ergonomia
e facilita a
entrada de ar

O painel LED
escondido na tampa
leva a personalização
a um outro nível.
Permite apresentar
mensagens e imagens

A


Asus diz que este é o portátil de ga-
ming com ecrã de 14 polegadas mais
poderoso do mundo. E começamos
exatamente por aqui. Considerando a dimen-
são desta máquina, torna-se difícil de acreditar
que, lá dentro, está um CPU Ryzen 9 e uma
gráfica GeForce RTX 2060. São oito núcleos
de processamento reais (16 lógicos) de última
geração e uma placa gráfica que, na versão para
PC de secretária, tem praticamente o mes-
mo peso deste portátil. Uau! Um portátil que
tanto pode estar numa sala de reuniões entre
executivos de fato e gravata, como numa LAN
Party entre jogadores com t-shirts carregadas
de personagens de videojogos.
O chassis tem um dos melhores ‘toques’ que
já sentimos num portátil. Quando apoiamos
os pulsos sentimos uma textura próxima de
borracha. Não é borracha, nem agarra como
a borracha, mas é um acabamento que trans-
mite conforto. O touchpad deixa escorregar os
dedos enquanto garante precisão e o teclado
adequa-se bem à escrita rápida. Mas podia ser
um pouco maior e não apreciamos o formato da
tecla Enter, que não assume o habitual formato
em L. Mas uma coisa podemos dizer: facilmen-
te usaríamos esta máquina como portátil de
trabalho. Já agora, outro trunfo ergonómico: o
ecrã é mate e tem uma nitidez muito elevada.


RELAÇÃO IMPROVÁVEL
Regra geral, os fabricantes optam por associar
processadores AMD a placas gráficas com a
mesma insígnia ou chips Intel com placas grá-
ficas Nvidia. Neste sistema, a Asus quis juntar o
melhor do momento nas duas áreas e, por isso
mesmo, temos um emparelhamento invulgar
entre um Ryzen 9 e uma GeForce RTX 2060
Max-Q. Mais, a Asus é a primeira a apresentar
um portátil com os novos chips Ryzen 9 da
série 4000 para portáteis. Um Ryzen 9 perso-
nalizado graças a uma parceria entre a Asus e
a AMD. Ao contrário dos Ryzen 9 H ‘padrão’
para portáteis, com uma potência máxima
de 45 watts, o chip usado nesta máquina tem
uma potência máxima limitada a 35 watts para
poder ser instalado num sistema pequeno e
conseguir maior autonomia. Relativamente à
refrigeração, o design avançado do sistema de
dissipação térmica consegue manter a tem-
peratura interior sob controlo, mas à custa de
muito ruído quando puxamos pela máquina.
Uma das capacidades diferenciadoras das
verdadeiras máquinas de gaming é a elevada
taxa de atualização do ecrã. O que aconte-
ce aqui, com uma frequência de 120 Hz. E
com suporte para FreeSync, que sincroniza
os fotogramas processados pela gráfica com
a frequência de atualização do ecrã, tornando
os jogos mais fluídos. Este suporte estende-se
para monitores externos.

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