Dragões - 201904

(PepeLegal) #1
REVISTA DRAGÕES ABRIL 2019


“USAR A BRAÇADEIRA SIGNIFICA


REPRESENTAR TODOS


OS PORTISTAS EM CAMPO”


Danilo cumpre a quarta
temporada de Dragão ao peito
e disputou o 150.º jogo pelo
FC Porto a 4 de abril de 2019,
frente ao Boavista (2-0), 1329 dias
depois da estreia ao serviço do
clube. O médio português vestiu
pela primeira vez a camisola azul
e branca, em jogos oficiais, frente
ao Vitória de Guimarães (3-0),
no Estádio do Dragão, algumas
semanas antes de Sérgio
Conceição assumir o comando
técnico da equipa minhota.
Hoje é um dos jogadores mais
influentes do plantel, destacando
a responsabilidade associada
a representar o FC Porto e a
envergar a braçadeira de capitão,
sem esquecer a importância de
um balneário coeso e unido, tal
como acontece no clube portista.

Já é o quinto jogador com mais
jogos pelo FC Porto no plantel.
Sente que vai crescendo a sua
responsabilidade no grupo à
medida que os anos passam?
Sim, foi crescendo, também
desde o momento em que
passei a sub-capitão. Mas não é
por isso que me vejo como um

jogador importante, já me via
dessa forma desde o primeiro
ano. Muitas vezes dizem que os
jogadores são importantes pelo
seu papel no balneário e sinto
que sempre fui importante por
isso. Sou uma pessoa acarinhada
no balneário e todos ouvem a
minha opinião. Isso é importante
para o grupo e para mim.

Qual é a sensação de
envergar a braçadeira de
capitão do FC Porto?
Sinto, acima de tudo,
responsabilidade. Não é uma
ambição minha usar a braçadeira,
mas quando a uso sinto uma
responsabilidade enorme. Não
é só usar a braçadeira, significa
representar a equipa e todos
os portistas em campo.

Sérgio Conceição diz
que o balneário é uma
das grandes forças deste
FC Porto. Concorda?
Ele tem toda a razão. Tendo
um balneário forte, coeso, em
que todos se respeitam uns
aos outros, é um passo muito
grande para se conquistar

títulos, para estarmos mais
perto de ganhar. Haverá sempre
uma cumplicidade enorme e
isso, dentro do campo, vai-se
notar, todos vão perceber
que a equipa é unida. Se
alguém perde a bola, o outro
vai ajudar imediatamente.
Essa é a definição de
irmandade, de família.

Na sua época de estreia no
FC Porto, em 2015/16, jogou ao
lado de Casillas, Maxi Pereira,
Herrera, Brahimi, Jesús Corona
e Aboubakar, chegando
depois Marega. A existência
de um núcleo duro, de
jogadores com várias épocas
de permanência no clube, é
importante para o FC Porto?
Tem de haver sempre um
núcleo duro, aqueles que
saibam transmitir a mensagem
do treinador e do clube em
si e que saibam mostrar aos
que chegam, aos mais novos,
o que é ser o FC Porto, o que é
jogar aqui e a responsabilidade
que têm por representarem o
FC Porto, não só os mais velhos
mas também os que chegam.
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