Danielle Steel - As Irmãs PT

(Carla ScalaEjcveS) #1

isso. Esta profissão é gira, mas não é eterna. A família é para sempre.
A Candy ainda lhe restava os valores com que tinha sido educada e acreditava neles
profundamente, por mais que gostasse de ser uma supermodelo. No entanto, a sua
família era ainda mais importante para ela. Muito mais do que os homens da sua vida, que
até ao momento haviam sido paixões breves e passageiras, e, pelo que Matt observara,
em geral não passavam de imbecis, quer fossem os jovens que só tentavam exibir-se
estando com ela, quer os mais velhos que muitas vezes mostravam intenções mais
sinistras. A semelhança de muitas outras raparigas jovens e bonitas, Candy era um íman
para os homens que pretendiam usá-la, geralmente para serem vistos com ela,
desfrutando também dos dividendos do seu sucesso. O mais recente fora um famoso
playboy italiano que era célebre pelas lindas mulheres com que saía — durante cerca de
dois minutos. Antes dele, fora um jovem aristocrata britânico, que parecia normal, mas
que sugerira o uso de chicotes e de algemas e que Candy veio mais tarde a descobrir que
era bissexual e se metia em drogas pesadas. Candy ficara assustada e fugira dele a sete
pés, muito embora não fosse a primeira vez que lhe faziam uma oferta desse tipo. Nos
últimos quatro anos, ouvira de tudo. A maioria dos seus relacionamentos fora de curta
duração. Candy não tinha tempo nem desejo de assentar e o tipo de homens que
conhecia não era o que ela pretendia para se unir para sempre. Candy sempre dissera que
nunca estivera apaixonada, apesar de ter saído com muitos homens, mas nenhum deles
valera a pena, desde o rapaz com quem se envolvera no liceu. Ele ainda andava na
faculdade, e ambos perderam o contacto.
Candy nunca frequentara a universidade. A sua primeira grande oportunidade como
modelo surgira quando andava no último ano do liceu, mas prometera aos pais que mais
tarde voltaria a estudar. Queria tirar partido das oportunidades que lhe surgiam,
enquanto podia. Amealhou uma imensa fortuna, muito embora tenha gasto bastante com
um apartamento de luxo em Nova Iorque, além do monte de roupas fantásticas e dos
passatempos dispendiosos. A universidade estava a tornar-se um plano cada vez mais
distante e inverosímil. Candy não via vantagem nenhuma nisso. Além do mais, como
sempre frisara aos seus pais, não era nem de perto nem de longe tão inteligente como as
irmãs, ou pelo menos era o que ela afirmava. Os pais e as irmãs negavam esse facto e
ainda achavam que ela poderia ir para a faculdade quando o ritmo da sua vida
abrandasse, se é que alguma vez isso aconteceria. Mas por agora, Candy ainda estava no
topo e desfrutava ao máximo dos frutos do seu imenso sucesso.
— Não posso acreditar que vás a casa por causa de um piquenique, ou lá que raio seja, no
feriado do Quatro de Julho. Não conseguirei demover-te? — perguntou Matt,
esperançoso.
Ele tinha namorada, mas esta não estava em França e ele e Candy sempre foram bons
amigos. Matt apreciava a companhia dela e seria muito mais divertido tê-la em St. Tropez
durante o fim-de-semana.
— Não — respondeu ela obviamente irredutível. — A minha mãe ficaria destroçada. Não
posso fazer-lhe isso. E as minhas irmãs ficariam deveras furiosas. Elas também vão todas a
casa.
— Pois sim, mas isso é diferente. Tenho a certeza de que elas não têm opções de escolha
como, por exemplo, festas no iate de Valentino.

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