Melhor - Gestão de Pessoas - Edição 380 (2019-08)

(Antfer) #1
CAPA

derosa para o engajamento e somente com uma equipe
perfeitamente engajada poderemos seguir numa toada de
crescimento e de desenvolvimento frutífero em nossos ne-
gócios”, afirma Paolini. Outra forma que ele vê em como
melhorar a experiência desses profissionais na Usiminas
é levando a visão de RH para as decisões estratégicas das
demais áreas. Isso tem, de acordo com o executivo, gera-
do experiências importantes na empresa e “sinapses na
liderança”. É a capacidade humana do relacionamento em
ação. Ou, como se trata de uma siderúrgica, criando liga.
E por falar em liderança, há uma constante preocupa-
ção no desenvolvimento dos líderes por lá. Um programa
de longo prazo, batizado de Trilha da liderança, abarca
todos os níveis de liderança da empresa. “Ele possui um
conteúdo minuciosamente desenhado para provocar
reflexões importantes. Temos conseguido buscar uma
integração entre as pessoas e áreas, além de instalar na
empresa uma nova forma de olhar sobre temas de nosso
cotidiano e cenários futuros. Certamente, essa iniciativa
constitui-se em mais uma experiência marcante em nos-
so grupo”, diz Paolini.
Para Luiz Lobão, da HSM, o líder que vai ajudar a
empresa a dar conta das dores da própria empresa e das
experiências do colaboradores em tempos de transfor-
mação digital e cultural deve ter um perfil específico.
Embora admita não fazer um exercício de futurologia,

Lobão acredita que o futuro líder deverá criar uma “cul-
tura de dono” na organização. E por “cultura de dono”
entenda criar sentido de propósito e dar autonomia e res-
ponsabilidade às pessoas pelo resultado. “A base para esse
processo é a segurança psicológica. O líder precisa liderar
com confiança. As empresas investem os CEOs com uma
autoridade singular para enfrentar desafios de alto risco
e tomar decisões difíceis. No entanto, em grande medida,
seu poder depende da disposição das partes interessadas
da empresa para ceder a eles”, diz. “Em outras palavras,
depende muito da confiança. Líderes que violam essa
confiança logo se veem destituídos. Alguns ainda criam
uma atmosfera tóxica nas organizações, liderando pelo
medo! Organizações ágeis têm equipes autônomas e ali-
nhadas. Assim, os líderes ágeis são responsáveis por ali-
nhar a empresa em torno de seu ‘o quê’ e ‘por quê’ e, em
seguida, o ‘deixar ir’”, complementa Lobão, sem antes
deixar de dar uma dica: “Considere mudar o escritório
de canto para uma mesa compartilhada e acessível para
enviar uma mensagem de trabalho em equipe”.
Seja mais humano e misture-se, dito em outras pala-
vras. Certamente você verá coisas interessantes com essa
experiência. Não necessariamente algo como naves de
guerra em chamas na constelação de Orion ou raios-C
resplandecentes, como o que viu o replicante Batty. Mas
terá contato com muitas histórias, ideias e sentimentos
tão humanos que não poderão se perder no tempo, como
lágrimas na chuva.

Paolini, da Usiminas: experiências positivas
são ferramentas de engajamento


Heloísa, da
WestRock:
processo
inevitável
em curso
em todo o
mundo

Fotos: Divulgação
Free download pdf