Mundo dos Super-Heróis - Edição 113 (2019-08)

(Antfer) #1
MUNDO DOS SUPER-HERÓIS | 19

Antigos e novos personagens estão nas recentes
HQs, caso de Sasquatch (levando uma surra à
esquerda) e da jornalista Jackie McGee (à direita)

O encadernado O Imortal Hulk
marca a estreia da série no Brasil

o passar do tempo, muda o seu foco para
entender o monstro e, principalmente,
fazer com que ele compreenda e encare
a destruição que causou”. Tanto que os
dilemas existenciais de Hulk estão levando
muitos leitores a comparar o trabalho de
Al Ewing ao que o roteirista Alan Moore fez
com o Monstro do Pântano nos anos 1980,
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existência e sua natureza.
Elementos do gênero super-herói
também se fazem notar em The Immortal
Hulk e, com o passar das edições, a série
tem envolvido cada vez mais o Universo
Marvel. Essa interação, ao contrário do
que pode parecer, e como Ewing explica,
não foi imposta pela editora. “Fui eu que
quis fazer isso. Promover a aparição dos
Vingadores na edição sete foi uma forma


de dar um gás na série, mas isso se provou
desnecessário, ainda que tenha sido
divertido realizar esse embate. Quanto
às aparições do Pigmeu, do Homem


Absorvente e da Titânia, elas aconteceram
porque eu gosto muito dos personagens”.
Parte desse material está reunido no
encadernado O Imortal Hulk, lançado no
Brasil em agosto pela Panini e que reúne
as seis primeiras edições da série original.

RECEPÇÃO
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título ostentasse padrões de vendas
raramente vistos em séries anteriores do
personagem. The Immortal Hulk estreou já
no 11o lugar na lista de HQs mais vendidas
nos Estados Unidos, e embora tenha caído
ao longo dos meses seguintes, sempre se
manteve no Top 50.
A situação melhorou muito a partir
de abril de 2019, quando, após vir galgando
posições, a série entrou para a lista das
dez mais vendidas, superando até mesmo
o badaladíssimo título mensal Batman,
um dos maiores fenômenos comerciais
da concorrente DC nos últimos anos. The
Immortal Hulk 19, por exemplo, lançado
em agosto, ocupa a 7a posição, com mais
de 88 mil exemplares vendidos, levando
mais de US$ 350 mil às contas da Marvel. Já
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no 9o lugar e com quase 82 mil cópias.
“Isso não vai durar muito”, crê Ewing,
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vai balançar novamente na direção do
Homem-Morcego, mas estamos com
planos que podem fazer com que
o superemos outras vezes no futuro”.
Como apontado pelo roteirista, a escalada
do Hulk nos rankings de vendas começou
em meio a edições que não traziam nada
de especial e eram continuações de tramas.
“Me pergunto o que pode acontecer
quando estivermos imersos em coisas
grandes, como o que está previsto para
o número 25, que terá o dobro de páginas”.

Para Joe Bennett, o sucesso de
The Immortal Hulk tem a ver com o respeito
que toda a equipe nutre pelo material.
“Acima de tudo, somos fãs do personagem
e respeitamos o seu legado. Não quero
reinventar a roda, e a minha intenção não
é criar um novo Hulk. Minha concepção do
personagem abarca tudo o que já foi feito,
tudo que os artistas anteriores criaram.
O segredo do meu trabalho é fazer com que
os leitores reconheçam tudo aquilo que
lhes é familiar no personagem, e explorar
esse caráter afetivo”.
O futuro reserva grandes momentos
para este novo clássico da Marvel e, pelo
que Ewing vem falando do tal número 25,
estruturas serão sacudidas. “Nesta edição,
lançaremos um olhar para uma área do
Universo Marvel que nunca foi explorada,
e faremos coisas que nunca foram levadas
a cabo em um gibi da editora”. O roteirista
também pretende investir na mitologia
do Hulk, e tem planos consistentes no
sentido de explorar as potencialidades,
por exemplo, da radiação gama, um
elemento fundamental para o conceito
do personagem, e de vilões clássicos,
como o Abominável. Segundo Bennett,
o planejamento para o futuro do título
está bem adiantado. “Al já me mostrou o
que está pensando em fazer até o número


  1. Por conta disso, já comecei a bolar as
    criaturas e conceitos que vão aparecer
    nas edições futuras, enquanto ele vai
    aprimorando os roteiros”.
    The Immortal Hulk chegou a concorrer
    ao Eisner Awards deste ano, e embora não
    tenha levado o prêmio, há outros ganhos,
    como revela Bennett: “A indicação já foi
    um grande reconhecimento do trabalho de
    nossa equipe. Do meu, do Al, dos editores,
    do Ruy José, do Paul Mounts, e do [letrista]
    Cory Petit. Merecemos muito”.

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