A BOLA
Sexta-feira
14 de agosto de 2020
17
Dani Olmo (7) — Participou nos
apoios mais próximos ao ponta
de lança Poulsen, contudo nem
por isso se apartou do carrossel
do meio-campo. Foi coletivo.
Quando teve uma ocasião para
decidir, fê-lo: desvio de cabeça,
imparável, a fazer o 1-0 entre
uma multidão de adversários, de
tal modo que parecia que
ninguém estava realmente a
marcá-lo.
Nkunku (6) — Foi solicitado
para transportar, descaído para a
esquerda. Falhou a decisão de
passes, perdeu bolas com riscos
excessivos.
Yussuf Poulsen (7) — No lugar
que foi da estrela Timo Werner,
fez jogo de sacrifício. Útil de
costas para a baliza,
amortecendo as jogadas para a
subida da equipa.
Tyler Adams (7) — Entrou para
refrescar a direita, mas acabaria
por fazer o 2-1. O remate foi feliz,
desviado por Savic, mas
histórico.
Schick (-) — Ponta de lança.
Manteve perfil da equipa.
Haidara (-) — Fechou no meio.
Mukiele (-) — Nada.
MIGUEL CARDOSO PEREIRAOblak (6) — Só no final da
primeira parte foi acordado, com
cabeceamento de Upamecano.
Sofreu um daqueles jogos
ingratos, em que apareceu pouco
e sofreu dois golos, sem que
pudesse fazer algo em qualquer
deles.
Trippier (5) — Dedicou-se
exclusivamente a defender e nem
assim o fez bem. Sobretudo no
jogo aéreo, pareceu perdido.
Seria, porém, pelo chão que
ficaria nas covas, quando
Sabitzer viu Angeliño aparecer-
-lhe nas costas e o lançou para o
2-1. Trippier ficou a ver, pois.
Savic (5) — Desafortunado.
Feriu-se num sobrolho em lance
com Halstenberg, aos 35’, e no 2-
-1 a bola desviou-se nele,
encaminhando-se para a baliza.
Procurou melhor sorte, como em
dois cabeceamentos que ganhou
na área adversária. Mas nada de
bom encontrou.
Giménez (6) — Foi o melhor da
dupla de centrais. Ou pelo menos
o menos azarado. Combativo e
sem erros de maior — se bem
que, vendo bem, no 1-0 toda a
defesa é culpada em igual
medida. Quem marcava Olmo?Renan Lodi (6) — Foi o jogador
do Atlético de Madrid que mais
prometeu, com energia, subidas e
descidas pela esquerda, tabela
com Carrasco, iniciativa. Na
segunda parte não esteve tão
forte. Como nota negativa não
pode deixar de apontar-se o
facto de o cruzamento de
Sabitzer para o 1-0 do RB Leipzig
ter sido feito numa zona da
responsabilidade de Renan Lodi.
Ko ke (5) — O Atlético de Madrid
fugiu pouco pela direita. Em parte
porque Koke foi pouco solicitado,
noutra parte porque ele próprio
se expôs pouco ao encontro.LIGA DOS CAMPEÕES
Futebol internacional
LLUIS GENE/AFPSabitzer com ação perturbada pelo esforço defensivo de Ferreira Carrasco
O português João Félix tenta passar por Dani Olmo — ambos marcaram em Alvalade LLUIS GENE/AFPATL. MADRID
Os jogadores do...
Até que chegou o português
para partir, baralhar e dar
Entrou para uma
equipa sem ponta por onde se
lhe pegar ofensivamente e mu-
dou tudo num ápice. Dois tú-
neis, passes, visão, técnica.
Numa arrancada: tabela, rece-
ção, falta sofrida, penálti, golo.j^7
A figura
JOÃO
FÉLIXHerrera (5) — Desorientado
nas agitações do meio-campo do
RB Leipzig, sem saber quem
marcar e às vezes onde estar.
Quando foi preciso abrir o jogo e
procurar um golo, foi, muito
compreensivelmente, o primeiro
a sair.
Saúl Ñíguez (5) — Pareceu
sobretudo preocupado em
perturbar a influência e as saídas
de bola de Kampl não tanto em
tornar-se, ele próprio, num
problema. Passou o jogo nisso.
Na segunda parte apareceu mais
— sem Herrera, curiosamente —
porém não o suficiente.
Ferreira Carrasco (6) — O
primeiro remate do Atlético foi
dele, aos 12’. E perigoso, de resto.
Enquanto teve Lodi ativo, foi mais
perigoso.
Marcos Llorente (6) — Surgiu
ao lado de Diego Costa, mas no
comportamento foi sempre um
médio. Só mais um médio, afinal.
Diego Costa (6) — Fez uma
coisa boa: a tabela com Félix. No
resto, engolido por Upamecano.
Morata (-) — Um lance, ainda,
cortado por Halstenberg.
Felipe (-) — Central entrou para
ponta de lança... M. C. P.Gulácsi (6) — A melhor defesa
fê-la aos 12’, desviando tiro de
Ferreira Carrasco. Foi presente no
perseverante jogo aéreo dos
espanhóis. No penálti marcado
por Félix ainda adivinhou o lado,
mas o remate foi forte de mais.
Klostermann (6) — Foi ele
quem, impossibilitado de
acompanhar a corrida do
português, fez falta para penálti
sobre Félix. No resto, foi
suficientemente atento.
Upamecano (8) — O defesa-
-central francês foi um dos
melhores em campo. O jogo foi
físico e isso beneficiou-o. Diego
Costa, com quem lidou mais
tempo, foi controlado quase
sempre — não o foi no golo do
Atlético, pois conseguiu tabelar
com Félix. Em todo o caso,
exibição inteligente. Subido no
campo, quase um médio, às
vezes. Um líbero.
Halstenberg (7) — Ativo nos
alívios. Focado no
posicionamento, que era sensível,
e abnegado nos choques — num
deles até abriu a cabeça, com
Savic. No final, quando o Atlético
ansiava pelo 2-2, foi ainda mais
relevante. O último corte a sério,
aos 90+4’, tirando bola perigosa a
Morata, foi modelar.
Angeliño (7) — Ao longo do
flanco esquerdo foi incansável,
subindo e descendo. Empenhou-
-se sobretudo numa jogada:
passes atrasados para a entrada
da área. Num, o prémio:
assistência para o 2-1 de Adams.
Kampl (7) — À frente dos
centrais, orquestrou as saídas
com confiança. Nunca tremeu
com a bola no pé.
Laimer (6) — O Atlético atacou
pela esquerda e Laimer sentiu-o
na pele, nas fugas de Lodi e
Ferreira Carrasco.RB LEIPZIG
Os jogadores do...
Upamecano fez as perguntas
e Sabitzer sabia as respostas
O austríaco foi o
ponto de encontro da equipa
alemã, dividido entre apoios
médios e aberturas no ataque.
Fez o cruzamento para o 1-0 e
lançou a jogada do 2-1, com vi-
sionário passe de trivela.j^8
A figura
SABITZER