ANÁLISE
POR | DANIEL CAGNACCI*,
ESPECIAL PARA AERO MAGAZINEENTRE
CRISES
A demanda do mercado de helicópteros
executivos existe, é grande e as vendas
sempre mostram recuperação depois
de períodos turbulentos, como deve
acontecer em 2021D
esde 1997, acom-
panho de perto o
desempenho do mer-
cado de helicópteros
utilizados em missões
de negócios no Brasil. Há cerca de
duas décadas e meia, o país vivia
um verdadeiro boom nas vendas de
aeronaves com asas rotativas novas,
por influência de dois fatores que se
complementavam perfeitamente.PLANO REAL
Criado em 1º de julho de 1994, o
Plano Real tinha entre seus principais
objetivos favorecer tanto a estabili-
zação da inflação como a indexação
do dólar à nova moeda brasileira. Ou
seja, entre 1994 e 1999, um real valia
exatamente um dólar – na verdade,
em outubro de 1994, o dólar chegou
a custar cerca de 0,82 real. Portanto,
um helicóptero de um milhão de
dólares, grosso modo, custava um
milhão de reais – não era preciso
saber sequer tabuada para fazer a
conversão. Era fácil e direto!
Naquela mesma época, houve o
lançamento quase simultâneo de cin-
co helicópteros completamente novos
pelos fabricantes Bell, Eurocopter
(hoje Airbus Helicopter) e Agusta (a
fusão com a Westland aconteceria
somente em 2000, quando então
se tornou AgustaWestland, depois