(Antfer) #1

JornalValor--- Página 2 da edição"23/03/20201a CADB" ---- Impressa por ccassianoàs 22/03/2020@20:01:2 8


B2|Valor| Sábado,domingoe segunda-feira, 21, 22 e 23 de marçode 2020


Como enfrentar o coronavírus dentro da sala de aula


Bandaexecutiva


Lucy Kellaway


S


egunda-feira,16de
março.Naminha
frente,há
criançasde14anos
vestindoimpecáveis
paletóscinzas,comascabeças
curvadassobreseustrabalhos.É
quasePáscoaeestaésua
avaliaçãodaprimavera.
Hásilêncionasala,quebrado
apenaspelafricçãodoslápis.Olho
parameusalunosesintoum
poucooquecostumavasentir
quandomeusprópriosfilhos
estavamsonolentos.Háalgodoce
nelesquandoestãoemsilêncio.
Umagarotaestudiosalevantaa
mão.“Senhorita,devofazero
gráficoalápisouacaneta?”“Xiu”,
digo.“Semperguntasdepoisde
iniciadaaprova.”Tudoestá
normal,eémeutrabalhogarantir
quetudocontinueassim.Aescola
nosdisseque,alémdeencorajara
desinfecçãodasmãos,tudodeve
ficarcomosempre.

Masasituaçãonãoestácomo
sempre.Olhoparaaprova,com
perguntaseconômicasque
faziamsentidoháummês.Quais
dasseguintesalternativas
causariaumdeslocamentoparaa
esquerdanacurvadademanda
porrefeiçõesderestaurante:1.
Umaumentonarenda.2.Um
aumentonopreçodasrefeições.
3.Umaquedanopreçodas
entregas.Enãotemopção4)
Coronavírus—queestá
acabandocomosrestaurantes
tãorapidamentequantocom
idososeenfermos.
Tirandoasaulas,asituação
começaadesmoronar.De
manhã,umcolegatossiuduas
vezesenquantoligavao
computador.Doisoutros
professoresnominúsculo
escritórioquedividimos
disseramaelequefossepara
casa.Dezminutosdepois,ele
estavaemsuabicicleta;nãoo
veremosporumbomtempo.
Omundoestásedividindoem
dois,nãoapenasentreosquese
autoisolameosmaisrelaxados,
masentreosansiososeos
fleumáticos.Aansiedadeparece
maisdesenfreadaentreosjovens.
Algunsamigosdosmeusfilhos
nafaixados20anostêm
estocadoalimentoshásemanase
esterilizadotomadasacadavez
quepassamporelas.
Umjovemcolegaprofessor
estácompreensivelmente
preocupadocomamãe,quetem
câncer,enquantoelacontinuaa

trabalhareaentraresairdelojas.
Emsuamaioria,osprofessores
estãocalmos(maisoumenos).
Nãohánadamaistranquilizador
doquefazeronormal.Ficarem
casapoderestringira
disseminaçãodovírus,mastem
causadoumaepidemiade
ansiedade—quetransborda
quandoalguémseaventuraaver
oquesefalaon-line.
Quantoamim,tenhosido
teimosamentefleumática.
Constitucionalmenteepor
criação,reajopoucoaqualquer
alertadesaúdepúblicae,embora
destavezestejaficandocadadia
maisdifícil,continuotentando.
Nasegunda-feiraanterior(que
agorapareceoutromundo),eu
disseaestamesmaturmaquea
reaçãodomundoaocoronavírus
seriavistacomoomaiorexemplo
demaugerenciamento
econômicoaolongodesuas
vidasequeospobresseriamos
quemaissofreriam.Mostrei-lhes
asterríveisnotíciasdejornal:
faltadepapelhigiênico,açõesem
quedalivre,empresasaéreas
colapsando.Naquelaaltura,o
vírushaviamatado3,8mil
pessoasnomundo,enquantoa
gripemata650milpessoaspor
anoe,sónoReinoUnido,amá
qualidadedoarprovocaamorte
precocedecercade30mil.
“Se nhorita”,protestouumde
meusalunosmaisbrilhantes,
“ouvique80%dapopulaçãovai
contraí-lo”.Euointerrompi.
“Não,nãovai.Oassessormédico

chefedissequeesseeraopior
cenário.E,mesmoele,nãotem
certezadissoe,portanto,não
deveriaestarassustandoatodos.”
O9ºanopareceterengolido.O
fatodequenãosou
epidemiologistaetireiCem
biologianauniversidadenão
conta.Paraeles,souaprofessora,
sumaautoridadeemqualquer
coisadeeconomia,umoráculo
paratudo.Namesmanoite,
encontreiumaamigaqueparece
nãomeverassim.Expusmeu
argumentoeeladestacouquea
únicapessoaqueviaasituação
domesmojeitoeraDonald
Trump.Infelizmente,doisdias
depoiselecedeu.Proibiutodos
osvoosdaEuropa—oqueme
deixoumeioexposta.
Naquelanoite,meligaramdo
programa“Today”parasaberse
gostariadeiràrádiofalarsobreo
trabalhoremotoparao
professor.“Nã o”,disse.Gostaria
defalarsobrecomoédeverdo
professorestarnaescola
educandoseuspupilos.Quando
ouviqueBorisJohnsonmanteria
asescolasabertas,comemorei.
Fiqueiimpressionadaporsua
ousadia,emboraissosignificasse
certocustopessoalparamim.
Naquinta-feiraédiadeaulas
deeducaçãopessoal,socialede
saúde,naqualosalunos
aprendemsobrecrime,dinheiro
eseuscorpos—etemoprecisar
mostraraosalunoscomose
colocaumpreservativoemuma
banana.Seriacapazdeextremos

parafugirdisso—masnada
comofecharasescolas.
Éhoradoalmoçona
segunda-feiraevouatéapadaria
Gail’sparameanimarcomum
docedepreçoabusivo.Olocal
estálotado;osprofissionaistêm
trabalhadoemcasaparanão
infectaroescritórioe,emvez
disso,estãoinfectando-sena
Gail’s.Nãoseriaassimpormuito
maistempo.Porvoltadas17h,
estamosassistindoaentrevista
coletivadiáriadoslíderes
governamentaise,destavez,não
comemoro.BorisJohnsondiz
paraevitarmospubs,clubese
salasdecinemaeteatro—uma
mensagemnadaanimadorapara
osprofessores.Tudobemque
lecionemosemsalaslotadas,
tocandocorrimõespelosquais
800criançaspassaramasmãos,
masnãoestábemiraumpub
vaziodepoisdotrabalho?
Terça-feira,17demarço.A
atmosferanaescolamudou.As
reuniõesagorasãodiárias.Nesta
manhã,11professoresestãofora.
Somosinstruídosapreparar
liçõesparaduassemanasparaos
alunos,nocasodeprecisarmos
fechar.Começoatrabalharna
tarefacomocoraçãopesado.As
criançascompaiszelososvão
fazerqualquercoisaqueeu
pedir,masosmaisrelaxadosnão
vãofazernada.
Posteriormente,emminha
turmado11ºano,quatro
deixaramdefazeraliçãodecasa.
Porummomento,meperguntose

hásentidoemdeixá-losdecastigo
depoisdaaulaquandoasnotícias
damanhãinformavamque
milpessoasnoReinoUnido
podemestarparamorrer.A
resposta:sim,fazsentido.Aplicar
retençõesnuncafoitão
reconfortante.Acaminhoda
impressora,encontrocomo
diretor,quetemuns20anosa
menosqueeu.“Legaldesuaparte
tervindo”, diz.Olhoparaelesem
entendereeleexplicaqueestouna
categoriadealtoriscoemrazãoda
idade.Começoaprotestardizendo
queasestatísticasdemortalidade
parapessoasnafaixade60anos
emboascondiçõesdesaúdesão
excelentes,maselecomeçaarir.Se
meuchefefazpiada,entãotalvez
tudovenhaaficarbem.
Quarta-feira,18demarço.A
escolaaindaestáaberta,masagora
são17professoresfora.Maisde
30%dosalunostambémnão
apareceram—osquevieram
parecemestarnopiloto
automático.Umanúnciosairiaàs
17henosreunimosparasaber.Eu
parodedarnotasàsprovas,jáque
nãovejosentido.Aansiedade,
enfim,chegouamim;meufôlego
repentinamenteparececurtoeeu
tusso.Às17h19,chegaanotícia:as
escolasfecharãonasexta-feira.Não
hánenhumladobomnasituação.
Eaindaháoriscodospreservativos
ebananasamanhã.

LucyKellawayé editora colaboradora
do "FinancialTimes"e cofundadora da
Now Teach

Empresas


|
Carreira

Companhias


atuammais


rápido na


prevenção


StelaCampos
De São Paulo

Um levantamentorealizado na
semana passada com743 profis-
sionais brasileiros indica que boa
parte das companhias estádando
respostasrápidas àpandemiano
que está relacionado a campanhas
de conscientização, disponibiliza-
ção de álcool gel, substituição de
reuniõespresenciais por remotas,
quarentenaparaquemviajoupara
oexteriorecancelamentodeeven-
tos corporativos. Já a adoçãodo
homeoffice está sendo mais lenta,
contemplando só metade das
companhiasdosentrevistados.
“Umaparte das empresasde-
moroupara entenderagravidade
da situação e a necessidadeda re-
clusão social, mas a conscientiza-
ção se acelerou ao longo da sema-
na”,afirma LuizValente , CEO da
Talenses Group, holding de recru-
tamento queinclui as empresas
Mappit, TalenseseTalensesExecu-
tive,responsável pela pesquisaon-
line obtida peloValor. As açõesde
comunicação das empresas via re-
des sociais e e-mailstentando in-
fluenciarocomportamentodas
pessoas estãocrescendo, princi-
palmentenascidadesdeSãoPaulo
eno Rio.Napesquisa, 85,8% disse-
ram que suas empresas estão fa-
zendoalgumtipodecampanhade
conscientização. E85,3% disseram
que suas companhias disponibili-
zaramálcool gelcomo medida
preventiva. “Percebemos que no
interior de São Paulo eemoutros
Estados essa movimentação está
maisdevagar.”
Em relação ao cancelamento de
eventos, antesmesmo da orienta-
ção oficial, 61,3% das empresas já
haviamcancelado pelo menosal-
gum evento em razão da covid-19.
“Considerandoohistóricodomer-
cadolocal podemos dizer que foi
umareaçãorápida”, diz.
Maisde 70% dos pesquisados
disseramque suas empresasco-
locaramas pessoasque fizeram
viagensinternacionaisem qua-
rentena.As reuniõespresenciais,
segundo68% dos respondentes,
estãosendorealizadasde forma
remota. Apenas metade disse
que foi orientadaafazer home
office.“Boapartedas empresas
não possuiferramentaspara to-
dos ficaremfora do escritórioe
outraparcelanão faz isso por
conta da cultura organizacio-
nal”, diz o CEO.

Abertas as inscrições para “Mulheres na liderança”


Pesquisa


De São Paulo


A equidade de gênerojá éum
tema prioritário na agendados
CEOs e há umaconsciência, im-
plementada em políticas, de que
a mulheréimportante na gestão
do mundo corporativo. Aascen-
sãoeliderançafeminina, porém,
precisam avançarmais no topo
das empresas brasileiras e, de for-
ma geral, as organizações devem
avaliar aeficácia das ações toma-
das paraincluir epromover mu-
lheres. É a partir desse diagnósti-
co queValor,“O Globo”, “Marie
Claire” e“Época Negócios”, em
parceria coma Womenin Lea-
dership in LatinAmerica (WILL),

iniciamanovaedição da pesqui-
sa“MulheresnaLiderança”.
Nesteano, oprincipal objetivo
éacompanhar aevolução das
ações envolvendoa liderançafe-
minina. Comapoiometodológi-
co da Ipsos,a segunda ediçãoda
pesquisa avaliouem 2019políti-
cas, processosepráticas relativas
à igualdade de gênero,internas e
externas,de165empresas.
Para96%delas,colocarmulhe-
res e homensem iguais oportu-
nidadesé uma pauta já trabalha-
da. “Notamosque váriasempre-
sas criaram departamentospara
diversidade,oque ajudouna im-
plementaçãode políticas. Mas
aindanão ésuficiente”, afirma
SilviaFazio,presidentedaWILL.
Ela destaca que, olhandopara

otopo das companhias, aindahá
apenas 5% de mulheresnos con-
selhos de administração. Em ní-
vel de gerênciano Brasil,esse nú-
mero atingiu39%.Porém,esse
percentualcaiàmedidaemquea
hierarquia sobe.Em diretoria, o
percentualfoide24%.
Estaracimade 30%, nos vários
níveisda gestão, éoindicador
que a ONUconsidera propício
paraque um gêneropossain-
fluenciara diversidadena em-
presa.O temafoi considerado
prioridade para52% dos CEOs
das empresas participantes, o
que se traduziucomopolítica
formal com metasclarase ações
planejadasem 41% das pesquisa-
das. “Esseapoionão existiahá
cincoanos”,dizSilvia.

Agora, a terceiraediçãoda
“Mulheresna Liderança”tem o
objetivode entenderaeficácia
dessas ações,aindamaisconsi-
derandoque 33% delas não mo-
nitoramaascensãofeminina.Ba-
seadaempráticasglobaiseinter-
nacionais,a pesquisa geraum
autodiagnóstico paraas empre-
sas, comoumaformade acom-
panharemonitorarasações,tan-
to internamente comoem com-
paraçãoàsoutrascompanhias.
Nesteano, apesquisavai in-
cluir uma categoriaespecialpara
empresasnacionais. “De forma
geral, as empresas multinacio-
nais estãomaisavançadasno te-
maporqueimportamaspráticas.
As brasileiras estãomelhorando,
mas queremos continuaresti-

mulandoo que chamamosde
‘competiçãodo bem’com rela-
çãoàliderançafeminina”, diz.
Apesquisatambéminvestiga
os processos de recrutamento,
contratação e capacitação. Eo
quantoas empresaspossibilitam
a conciliaçãoentrea vida pessoal
e profissionaldos funcionários,
assimcomoa aberturaparain-
terseccionalidades de raça,
orientação sexual e afetiva,iden-
tidadedegêneroedeficiência.
A edição 2019 da pesquisa
“Mulheres na Liderança”pre-
miouasempresasquesedestaca-
ram em 23 categorias.Para parti-
ciparda terceira edição, ainscri-
ção é gratuita epode ser feita no
site: http://www.latamwill.org/mulhe-
res-na-lideranca.(BB)

ContágioAssociaçãoBrasileiradeTelesserviçosdizque


setornãoestápreparadoparaoatendimentoadistância


Call centers não


conseguem oferecer


trabalho remoto


Associaçãode empresasdecall center dizquealternativaé reorganizar o layout

MARCOANTÔNIO TEIXEIRA/ AGÊNCIA O GLOBO

Barbara Bigarelli
De São Paulo

Otrabalho remoto não éuma
alternativaescalável paraamaio-
ria dos funcionários da área de
atendimento dos call centers, se-
gundo John Anthony von Chris-
tian,presidentedaAssociaçãoBra-
sileirade Telesserviços (ABT).Aas-
sociaçãorepresenta 30 empresas
que somam380 milfuncionários
—entre elas Atento eAeC. Ele ex-
plicaqueoacessoremotoestásen-
do concedido para o contingente
prioritário, formadopor quem es-
tá no grupo de risco (cerca de 8%
do total de funcionários têm mais
de 60 anos) ou trabalha nas áreas
administrativas. “A maioria das
pessoasquetrabalhanocallcenter
são jovens(de 18 a30anos), não
tem poder aquisitivo alto. Não dá
para botar computador na casa de

todos,versetemenergia,contaluz
pagae levar o aparelho de 3G por-
queàsvezesnemhásinal”.
Oque“dáparafazer”deformará-
pida está sendo feito desde o fim de
fevereiro,afirma oexecutivo.Entre
as ações recomendadas pela ABT es-
tão: férias parafuncionárioscom
maisde 60 anos, mediçãode febre
na entradados escritórios, reade-
quação do layout, instalação de pa-
pel toalha nos banheiros,reforço na
higienizaçãoekitálcoolemgel.
A entrevista com JohnAnthony
von Christian foi concedida antes
de funcionários protestarem con-
tra as condições do call center da
Almaviva, em São Paulo.Na última
sexta-feira, empregados ocupa-
ram uma das faixas da Rua Conso-
lação, na região central da cidade,
protestandocontraa falta de álco-
ol em gel edehigienização. Até o
protesto, a Almaviva não havia de-
talhadoasações,limitando-seadi-
zer que estava“alinhada às pro-
postas pela ABT”. Após amanifes-
tação, a empresa disse que estava
sem álcool em gelpor um proble-

ma de abastecimento eque for-
mou um comitê de crisepara defi-
nir diretrizes para “proteger cola-
boradoresefamiliares”.
Já a Atento, uma das empresas ci-
tadasemumrelatórioquecirculana
web, comfuncionários de modo
anônimo listandopossíveis negli-
gências dasempresas diante do co-
ronavírus, afirmouem posiciona-
mento aoValor, que seus esforços
atuaisestão voltados para “medidas
de prevenção”, comohigienização,
home officeeafastamentoremune-
rado para funcionários acima de 60
anos e gestantes. “Estamos disponi-
bilizando álcool em gel em áreasco-
munseimplementando medidas
para criar um maiorespaçamento
entreosprofissionais”,disse.
AVikStar, que possuidoismil
funcionáriosem São Paulo, reade-
quouolayout da operação. “Nossos
colaboradoressentamaumadistân-
ciadeummetroentresi”,disseClau-
dia Modenezi, superintendentede
RH da Vikstar. Na empresa, um co-
mitêde crise foi criado para mapear
eindicaraçõesparaosgruposderis-

co (6,9%do quadro)emontar um
plano que inclui revezamentode
equipesehoráriosdiferenciadospa-
ra funcionários evitarem o pico do
transporte.“É a primeira vez que en-
frentamos uma situaçãoassim.Pre-
cisamostomar decisõesestudadase
certeiras”,dizClaudia.
O setor de call center chama
atenção pelo volumede funcioná-
rios alocados em um mesmo espa-
ço. Na Coreia do Sul,neste mês,
ocorreu um pico na curva de con-
tágio apósum surto envolvendo
dezenas de funcionários de um
call center em Seul. Em Portugal, o
Sindicato dos Trabalhadoresde

Call Centers (STCC) pressionoupe-
lo fim do atendimentoaté as em-
presasgarantiremoteletrabalho.
No Brasil, von Christianmostra
preocupação com uma possível me-
didapara fechar as operações das
empresas.“Só na minha[Sercom]
atendemos 13 mil ligaçõespor dia
referentes a dúvidas em planos de
saúde. Esses serviçosessenciais não
podem parar”, diz. Umaeventual
saída, afirma, seria interromper o
atendimento de serviços comoven-
dasecobranças.Atéodia20demar-
ço, aABT disseque foram relatados
apenas dois casos de covid-19entre
osfuncionáriosdasassociadas.

IMPACTOSDO


CORONAVÍRUS


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