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vados e/ou eram produzidos em quantidades
muito limitadas. Com a nova regulamentação,
praticamente todas as marcas automóveis ace-
leraram o lançamento de carros elétricos ou
eletrificados (híbridos) com o objetivo real de
os conseguir vender, sobretudo a partir deste
ano, de modo a ficarem abaixo das emissões
médias de 95 gramas de CO2/km. É importan-
te referir que as exigências sobre emissões vão
continuar a progredir nos próximos anos, o
que significa que as marcas terão cada vez mais
dificuldades em conseguir respeitar as regras
ambientais se tiverem uma quota de venda
muito assente nos veículos não eletrificados.
Os resultados são evidentes: ao contrário do
mercado global das vendas de automóveis
que, devido à pandemia, sofreu uma forte
contração, a venda de veículos elétricos tem
crescido este ano em Portugal. De acordo com
os dados mais recentes, o crescimento dos
veículos elétricos na primeira metade de 2020
foi de uns espantosos 35%. Um valor tanto
mais admirável quando consideramos que o
de euros. Isto significa que os carros mais po-
tentes a gasolina e gasóleo vão desaparecer?
Não, porque, como referido, o que importa é
a média. Ou seja, se, por exemplo, a marca
vender dois carros, um híbrido plug-in com
emissões de CO2 de 50 gramas/km e outro
a gasóleo com emissões de 120 gramas/km,
o resultado médio será de 87,5 gramas CO2/
km, bem abaixo do exigido.
Um cálculo que considera os carros (ligei-
ros de passageiros) efetivamente vendidos e
não, como anteriormente, a gama da marca.
Ou seja, antes desta nova regulamentação,
além das emissões médias permitidas serem
significativamente superiores, bastava aos
fabricantes terem um ou dois modelos de
baixas ou zero emissões em comercialização
para reduzir a média. Daí várias marcas terem
apresentado modelos elétricos considerados
de conformidade (compliance cars), como
carros elétricos que, apesar de existirem ofi-
cialmente na gama, tinha vendas quase nulas
porque apresentavam preços demasiado ele-