Danielle Steel - As Irmãs PT

(Carla ScalaEjcveS) #1

onde fossem, pois o mais provável era ela não comer grande coisa, como de costume,
limitando-se a consumir alguns litros de água, que era o que todas as modelos faziam.
Inundavam constantemente os seus organismos de água para, assim, não engodarem um
grama sequer. E com as duas folhas de alface que Candy costumava comer, era muito
pouco provável que engordasse alguma coisa. Quando muito, estava a ficar cada vez mais
magra a cada ano que passava. Contudo, tinha um aspecto saudável, apesar da sua
imensa altura e do seu peso tão ridiculamente baixo. Era possível ver todos os ossos dos
seus ombros, tórax e costelas. Da mesma forma que era mais famosa do que a maioria das
suas congéneres, era também mais magra do que a maior parte delas. Isso, por vezes,
preocupava Matt, muito embora Candy se limitasse a rir quando ele a acusava de ter
algum distúrbio alimentar. Candy nunca respondia aos comentários sobre o seu peso. A
maioria das modelos importantes andava perto da anorexia, sofria da doença, ou ainda
pior. Fazia parte do ramo. Os seres humanos normais não apresentavam estas medidas,
pelo menos não depois dos nove anos de idade. As mulheres adultas, que comiam metade
do que é considerado normal, não eram assim tão magras.
Dispunham de um carro com motorista que os levou até ao restaurante, na Avenue
Montaigne, que, como de costume, àquela hora e altura do ano, estava cheio de gente. As
colecções de alta-costura iriam ser apresentadas na semana seguinte e os estilistas,
fotógrafos e modelos já haviam começado a.chegar à cidade. Além disso, era a época alta
do turismo em Paris. Os americanos adoravam este restaurante, mas o mesmo acontecia
com os parisienses sofisticados. Era sempre um espectáculo digno de se ver. Um dos
proprietários do restaurante avistou Candy de imediato e conduziu-os até uma mesa no
terraço envidraçado, que eles apelidavam como "varanda". Era ali que Candy gostava de
sentar-se. Adorava o facto de poder fumar em qualquer restaurante de Paris. Não fumava
muito, mas gostava de fazê-lo de vez em quando e apreciava ter a liberdade de poder
fumar quando lhe apetecia, sem que lhe lançassem olhares furiosos ou fizessem
comentários desagradáveis. Matt referiu que ela era uma das poucas mulheres que
tornava atraente o acto de fumar. Tudo o que ela fazia era gracioso e podia tornar sexy o
simples acto de atar os atacadores dos sapatos. Simplesmente, Candy possuía esse tipo de
estilo.
Matt pediu um copo de vinho branco como aperitivo antes do almoço e Candy pediu uma
garrafa grande de água. Deixara no carro a gigantesca garrafa de água que costumava
rebocar sempre atrás de si. Pediu uma salada para almoçar, sem molho nem guarnição,
Matt pediu um bife tártaro e ambos se recostaram dispostos a relaxar, enquanto as
pessoas nas mesas que rodeavam a sua não paravam de olhar para ela. Toda a gente
naquele lugar reconhecera Candy. Ela vestia uns jeans e um top e calçava sandálias
prateadas rasas que comprara em Porto fino no ano anterior. Era frequente mandar fazer
sandálias ali, ou então em St. Tropez; de uma maneira geral, costumava passar o Verão
naqueles lugares.
— Vais a St. Tropez este fim-de-semana? — perguntou Matt, partindo do princípio de que
sim. — Vai haver uma festa no iate do Valentino.
Matt sabia que Candy deveria ter sido uma das primeiras a ser convidada e era raro ela
recusar um convite, e, por certo, não teria recusado este. Costumava ficar hospedada no
Hotel Byblos, com amigos, ou no iate de alguém. Candy sempre dispunha de um milhão de

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