42 |^ MAGAZINE^309NO SOLO
Pousamos sem percalços. Com
temperaturas de até 36 graus
Celsius, a pista de 2.470 metros
de comprimento por 33 metros
de largura (com pavimentação
classificada como ACN-PCN
30/F/B/X/T) garante operações
seguras a 97% dos modelos de
aeronaves de negócio disponíveis
no mercado brasileiro, incluin-
do jatos de ultralongo alcance
como os Dassault Falcon 8X, os
Bombardier Global 7500 e 8000
e os Gulfstream G650 – com seus
pesos máximos de decolagem.
O clima local é predominan-
temente bom, porém, no inverno,
nevoeiros podem encobrir a
região, principalmente no período
noturno e ao amanhecer. Durante
o verão, chuvas localizadas ten-
dem a causar transtornos ao voo,
algo comum em qualquer outro
aeroporto das redondezas.
A administração do aero-
porto previu a utilização de
AFIS (serviço de informação de
voo de aeródromo, na sigla em
inglês) para garantir informaçõesmeteorológicas confiáveis aos
pilotos, principalmente quando os
procedimentos de aproximação
por instrumentos estiverem dis-
poníveis (o GEIV da Força Aérea
já realizou voos de testes no local).
Atualmente, toda a coordenação
ocorre na frequência livre e cabe
aos pilotos proverem sua separa-
ção e manter a fonia adequada.
Não há pistas de táxi e reali-
zamos o deslocamento de uma
cabeceira à outra sobre a pista. O
piso de asfalto é muito bem feito e,
por ser novo, não há imperfeições.
Dois amplos pátios sinalizados
seguindo os padrões ICAO, já
com hangares, estão prontos para
a recepção e guarda das aeronaves.
Posiciono a aeronave no ponto
onde o fiscal de pista nos orien-
ta. Ele faz o balizamento até o
ponto de corte do motor. Apesar
de não ter utilizado, noto que a
iluminação é muito eficiente e traz
tranquilidade ao piloto.
No solo, carrinhos elétricos
efetuam o deslocamento de pas-
sageiros e tripulantes entre a sala
de embarque e as aeronaves. Tudocom muito conforto e agilidade. A
sala de embarque e desembarque é
luxuosa, requintada e proporciona
muito conforto aos passageiros. O
estacionamento de carros é ilumi-
nado e próximo ao terminal.
De fato, trata-se de um aero-
porto com vocação para atender
aos voos da aviação de negócios.
Projetado para proporcionar a
seus clientes as melhores expe-
riências durante seu embarque
e desembarque, oferece salas de
embarque decoradas com muito
requinte e até a tradicional marca
Fasano como fornecedora de ser-
viços de alimentação a bordo.
“O projeto contou com inves-
timentos de aproximadamente 600
milhões de reais e tem capacidade
para 200 mil pousos e decolagens
por ano”, afirma Thiago Alonso de
Oliveira, presidente da JHSF “Os
aeroportos comerciais na cidade
de São Paulo estão próximos à
capacidade operacional, com
slots limitados para aviação de
negócios. Além disso, os aero-
portos regionais têm restrições de
espaço”.O ACESSO
Por estar localizado em uma
cidade próxima à capital paulista,
o acesso ao aeroporto é feito pela
rodovia Castello Branco, uma
das principais artérias viárias do
estado de São Paulo. Em dias que
coincidem com o início ou o fim
de feriados prolongados, o trân-
sito na rodovia é bastante intenso
e pode ocasionar desconforto aos
passageiros que chegam ou par-
tem do aeroporto, vindos da ca-
pital ou do interior. Desse modo,
o uso de helicópteros passa a
ser uma opção aos que querem
chegar rápido à sua aeronave,Vista durante
a aproximação
final para o novo
aeroporto em
São Roque