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6 de setembro de 2020A FIGURACom uma atuação em crescendo, a águia deixou boas indicações no caderno de
notas de Jesus. Se algumas cartadas do banco resultaram em cheio, foi nos pés
do ‘21’ que começou a desenhar-se uma vitória selada por outro dono da batuta
no meio-campo das águias: Gabriel. Agora, que venha o PAOK...NOITE PARA
OS MAESTROS
PIZZI 4
Arrancou no papel de constru-
tor e passou depois – com a en-
trada de Gabriel – para as cos-
tas do avançado, mostrando-seem bom nível em qualquer um
dos papéis. Bem no passe e na
condução da orquestra, con-
verteu o penálti por si conquis-
tado, já depois de ter desperdi-çado uma outra boa chance
(23’). Para abrilhantar, deixou
também a sua marca no outro
golo do jogo, batendo bem o
canto para a cabeça de Gabriel.VLACHODIMOS 3
Atento num par de intervenções,
transmitiu segurança à defesa.
ANDRÉ ALMEIDA 3
De novo no eixo da defesa, deu
boa conta do recado, puxando da
experiência.
FERRO 3
O possante Guirassy caiu muito na
sua zona e o jovem foi obrigado a
trabalhar com afinco para tentar
anular o dianteiro francês. No fi-
nal, pode bem dizer-se que ga-
nhou a batalha.
NUNO TAVARES 3
Sempre a tentar encarrilar jogo
pelo flanco, não teve problemas
em fechar caminhos lá atrás e foi
importante na forma como várias
vezes trouxe a equipa atrás de si
para missões ofensivas. Caiu um
pouco na segunda parte, onde já
parecia desgastado.
WEIGL 3
Discreto, mas eficaz. Mal se dá
pelo internacional alemão e nem
por isso ele deixa de cumprir com
o que lhe é pedido, dando equilí-
brio na zona intermediária e
apoiando os centrais.
RAFA 3
Em crescendo, fez uma boa se-
gunda parte. Sinal disso mesmo
foram as ocasiões em que o único
recurso dos franceses para travar
a velocidade do dianteiro acabou
por ser... a falta.
VINÍCIUS 2
Está mais solto fisicamente e an-
dou sempre à procura de ligar-se
ao jogo, mas pouco ou nada lhe
correu de feição. Desta vez, nem
chegou a dispor de uma única
ocasião clara para tentar faturar.
GABRIEL 4
Bela entrada do médio brasileiro,
naquela que foi a sua melhor per-
formance nesta pré-época. Es-
cassos minutos depois de ter sal-
tado do banco, ganhou nas alturas
para ‘matar’ o jogo com um cabe-
ceamento de bom nível e ainda
isolou Cebolinha com um grande
passe (68’). Na rotação do carros-
sel esteve, aliás, quase irrepreen-
sível.
CERVI 2
Procurou imprimir velocidade e
tentar mostrar a Jesus que tam-
bém é uma opção válida. Exemplo
disso foi uma boa iniciativa indi-
vidual, que acabou com disparo
para as mãos de Salin (85’).
DIOGO GONÇALVES 2
Também ele com vontade de falar
PEDRO FERREIRAFRENTE A UMA EQUIPA DE NÍVEL CHAMPIONSCOMO COMEÇOU COMO ACABOUGILBERTOVLACHODIMOSNUNO
TAVARESANDRÉ FERRO
ALMEIDAWEIGLRAFAPIZZICEBOLINHAVINÍCIUSPEDRINHOJOÃO
FERREIRAVLACHODIMOSGRIMALDOANDRÉ FERRO
ALMEIDASAMARISDARWIN
NÚÑEZCHIQUINHOGABRIELDIOGO CERVI
GONÇALVEScom o treinador dentro do cam-
po, tentou num par de ocasiões
furar a defesa gaulesa. Ficou a
sensação de que, com mais tempo
de jogo, poderia vir ainda a tirar
um coelho da cartola.GRIMALDO 2
Importante, acima de tudo, para
voltar a jogar depois de quase três
meses de afastamento por lesão.
Teve pouco que fazer mas, nesse
contexto, nem pareceu muitoFILIPE PEDRASREFORÇOSGILBERTO 3
Está claramente a
ganhar confiança e
deixa-o bem patente
na forma como apoia o ataque
em velocidade. Para além dis-
so, mostrou ontem que tam-
bém consegue desequilibrar no
um para um em zonas de... fi-
nalização. Teve, inclusive, o
golo no pé direito mas viu Salin
negar-lhe a festa, após um lan-
ce de insistência na área (63’).PEDRINHO 2
À direita e ao meio,
mostrou movimen-
tos interessantes e a
qualidade técnica que sempre
lhe foi reconhecida. Faltou-
-lhe, porém, mais objetividade
e a criação de maior tumulto
junto da defesa francesa.CEBOLINHA 2
Uma vez mais, dei-
xou patente porme-
nores técnicos que
fazem crescer água
na boca, mas tal não chegou
para fazer a diferença lá na
frente. Para já, nota-se o esfor-
ço em acompanhar defensiva-
mente, num desgaste a que não
estaria tão habituado. Para
além disso, falhou um golo
(quase) cantado na cara de Sa-
lin (68’).DARWIN
NÚÑEZ 2
Foi chegar, treinar
e... jogar. O uruguaio
já teve oportunidade de alinhar
um quarto de hora e chega com
vontade de mostrar serviço.
Aos 89’, ainda poderia ter mar-
cado mas o disparo saiu ao
lado. Pela curta amostra, po-
rém, deixa antever uma boa
luta pela titularidade.amarrado de movimentos.CHIQUINHO 3
Entrou muito bem e, em pouco
tempo, conseguiu mexer com o
jogo, criando buracos na defesa
do Rennes e ligando o futebol da
equipa. Nesta fase da preparação,
começa a querer afirmar-se como
uma boa dor de cabeça para Jesus.JOÃO FERREIRA 1
Praticamente não foi chamado a
intervir.SAMARIS 1
Entrou para os últimos minutos,
quando o jogo já estava resolvido e
o Rennes também não conseguia
sequer incomodar as águias de-
fensivamente.RENNESçO meio-campo do Ren-
nes mostrou carburar bem,
em especial na primeira parte,
com Flavien Tait em destaque.
Apesar do penálti cometido, o
facto de jogar à vontade com
ambos os pés permitiu-lhe
sair de zonas apertadas e colo-
car a bola numa das faixas,
com lucidez. Na esquerda do
ataque, bem junto à linha, es-
teve muitas vezes Yann Gbo-
ho, difícil de encarar para Gil-
berto, no um para um. *Lúcido critério
na saída a jogar
BENFICA RENNES