Guedes nega chantagem por benefício
Banco Central do BrasilCorreio Braziliense/Nacional - Política
sábado, 13 de março de 2021
Banco Central - Perfil 1 - Paulo GuedesClique aqui para abrir a imagemAutor: ROSANA HESSEL
O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou, ontem,
que o governo tenha feito chantagem para aprovar a
PEC Emergencial, que abre caminho para a retomada
do auxílio emergencial. "Particularmente do ponto de
vista de oposição, tem muita distorção, muita narrativa
que não condiz com os fatos. Por exemplo, (dizem) 'ah,
não quer dar o auxílio emergencial', 'estão fazendo
chantagem', 'só entregam o auxílio emergencial se tiver
essa pauta fiscal que não sabemos exatamente qual é'.
Isso é falso", sustentou.
Guedes explicou que o governo não poderia dar o
auxílio emergencial sem autorização explícita do
Congresso, por meio de uma PEC, para evitar que o
chefe do Executivo cometa crime de responsabilidade
fiscal. "Estamos no vácuo jurídico. O auxílio não saiu até
hoje não é porque a Economia ou o presidente não
quisessem. A política estava travada, havia uma disputa
pelas Presidências da Câmara e do Senado e,
praticamente, desligamos o relógio", argumentou. Ele,
inclusive, elogiou o empenho dos novos presidentes das
Casas, o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e o
deputado Arthur Lira (PP-AL). "Imediatamente,
entramos em contato com Pacheco e Lira, e as
conversas foram extremamente construtivas. Mas os
Poderes são independentes e não aprovam 100% do
que propomos", emendou.Em relação à polarização política, na avaliação Guedes,
Bolsonaro foi um "fenômeno eleitoral" e, da mesma
forma, o ex-presidente Lula. "O resto é circunstância, é
paisagem", disse, em referência aos demais possíveis
presidenciáveis em 2022.Na avaliação do ministro, a mídia está demorando para
ver o lado positivo do governo e deveria fazer isso
"justamente pelos serviços prestados pela democracia".
"O nosso governo pode ter maus modos de um lado,
mas boas práticas razoáveis e algumas políticas de
sucesso. Acho que a mídia deveria ver esse outro lado,
em vez do negacionismo do governo Bolsonaro", frisou.
"Há um outro lado deste governo que parece rude nos
modos e que parece acertar nas práticas. Outros
governos, não eram rudes nos modos, mas tinham
péssimas práticas."Assuntos e Palavras-Chave: Banco Central - Perfil 1 -
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