Record - 20200906

(PepeLegal) #1
LIGA DAS NAÇÕES 05
6 de setembro de 2020

çO regresso da Liga das Nações
trouxe uma Seleção portuguesa
sem a sua principal figura... Cris-
tiano Ronaldo. A equipa de Fer-
nando Santos partiu de um posi-
cionamento em 4x3x3, com o
meio-campo formado por Danilo,
João Moutinho e Bruno Fernan-
des. Na frente de ataque, jogaram
Bernardo Silva, Diogo Jota e João
Félix. A Croácia, organizada em
4x2x3x1, com um bloco médio, as-
sumiu uma postura mais expec-
tante, tentando aproveitar possí-
veis desequilíbrios da Seleção

portuguesa para criar situações
de perigo. [1]

Portugal assumiu desde cedo o
controlo do jogo, com uma circu-
lação de bola rápida e com varia-
ções entre a procura de jogo em
apoio e a exploração da profundi-
dade, através de movimentos em
rutura dos jogadores mais adian-
tados. Ao longo da primeira parte,

a Seleção Nacional criou inúme-
ras situações de finalização, sen-
do que a vantagem de 1-0 ao inter-
valo não refletiu a real superiori-
dade que Portugal conseguiu de-
monstrar.

Na ausência de um avançado
mais posicional no onze inicial,
Portugal teve bastante mobili-
dade por parte de todos os joga-
dores que surgiam no último ter-
ço, criando grandes dificuldades à
seleção croata em controlar as in-

cursões ofensivas portuguesas, fi-
cando evidente a facilidade com
que Portugal chegava a zonas de
finalização. Associado à dinâmica
ofensiva, principalmente através
de jogo interior, o posicionamen-
to de Rúben Dias, Pepe e Danilo
foi determinante na forma como
conseguiram impedir que os
croatas saíssem em transições rá-
pidas, geralmente através da pro-
cura do avançado Kramaric. [2]

O segundo golo de Portugal,

apontado por Diogo Jota, nasce
de uma excelente combinação
com Raphaël Guerreiro. O posi-
cionamento interior do extremo
português atraiu a marcação do
lateral-direito Jedvaj, aumentan-
do a distância para o defesa cen-
tral Lovren. Através de um contra
movimento, Diogo Jota ganhou
espaço na profundidade que lhe
permitiu, após tabelar com
Raphaël Guerreiro, concretizar o
golo que deu maior conforto no
resultado. [3]

DEFESA DOS CROATAS INCAPAZ DE TRAVAR OS ATACANTES PORTUGUESES

Movimentos de rutura


VISTO À LUPA


1


2 3


PORTUGAL TEVE INÚMERAS
OPORTUNIDADES DE GOLO NA
PRIMEIRA PARTE. AO INTERVALO
O 1-0 ERA MUITO CURTO

çA partida de ontem foi
também marcada por alguns
reencontros entre jogadores
portugueses e croatas. Pepe e
Vida, que foram colegas de
equipa e do eixo da defesa no
Besiktas, trocaram, inclusive,
de camisolas no final. Por ou-
tro lado, André Silva e Rebic,
ambos a alinhar no Eintracht
Frankfurt, estiveram alguns
minutos à conversa no final. *

Uma noite


de reencontros


DE PARTE A PARTE

çOs dois primeiros golos
portugueses tiveram signifi-
cado especial para João Cance-
lo e Diogo Jota. O lateral, mal
viu o golaço que tinha aponta-
do, correu para as câmaras
para dedicar o golo à mãe, fale-
cida em janeiro de 2013. Já
Diogo Jota dedicou o tento à
namorada Rute, que está grá-
vida do 1º filho do casal. *

Golos com


dedicatória


CANCELO E JOTA

çDada a ausência do capi-
tão, tocou a Sérgio Oliveira o
privilégio de envergar a cami-
sola 7 de Cristiano Ronaldo. O
médio do FC Porto entrou na
parte final da partida, para
substituir João Moutinho. Esta
foi a quinta internacionaliza-
ção do centrocampista, cujo
último jogo pela Seleção Na-
cional foi a 14 de outubro do
ano passado, numa vitória na
Escócia, por 3-1. *

Sérgio Oliveira


‘herdou’ o ‘7’


DE CRISTIANO RONALDO

Diogo Silva
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CANCELO E O MOMENTO ATÍPICO

çJoão Cancelo, que abriu as
hostilidades com um grande golo
a Livakovic, exaltou sobretudo o
comportamento da Seleção nes-
ta altura. “Sabíamos que este é
um momento atípico. Alguns jo-
gadores vieram de férias e ti-
nham treinado por sua conta. Eu
próprio estive duas semanas pa-
rado e treinei sozinho, depois de


sair da Champions, salvo erro dia


  1. Fiz o meu trabalho e hoje sen-
    ti-me bem”, garantiu o defesa do
    Manchester City, salientando:
    “Hoje defendemos e atacámos
    bem e merecemos a vitória. Ago-
    ra vamos repousar bem nestes
    dois dias e ver os erros que come-
    temos, para ganharmos na Sué-
    cia”, concluiu. *


“Alguns vieram de férias”


EXTREMO ESTREOU-SE

çAos 20 anos, 8 meses e 7 dias
de vida, Francisco Trincão es-
treou-se pela Seleção de Portu-
gal num ano inesquecível para o
extremo, ele que se transferiu
este verão do Sp. Braga para o
Barcelona. O virtuoso esquerdi-
no rendeu Bernardo Silva aos 78
minutos e até teve uma oportu-
nidade para fazer o gosto ao pé

(84’), mas a bola saiu ao lado da
baliza dos croatas.
Pelas Seleções jovens, Trincão
participou ativamente no Tor-
neio de Toulon, em 2018, no Eu-
ropeu sub-19 do mesmo ano – no
qual foi o melhor marcador (
golos) e ajudou a conquista do tí-
tulo –, e também no Europeu de
sub-20, no ano passado. *

A vez de lançar Trincão


JOSÉ GAGEIRO/MOVEPHOTOJovem em noite especial

PORTUGAL CROÁCIA

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